Twin peaks volta ao centro das discussões sobre a arquitetura de supervisão do mercado financeiro brasileiro depois da crise envolvendo o Banco Master e fundos geridos pela Reag.
A proposta de adotar o modelo, que separa a fiscalização prudencial da supervisão de conduta de mercado, foi divulgada pelo Valor Econômico em meados de 2024 e ganhou força novamente em 19 de janeiro de 2026, quando o tema retornou às pautas do governo e das casas de investimento.
Twin peaks: crise Master/Reag reacende debate regulatório
O abalo provocado pela situação do Banco Master, somado às dificuldades enfrentadas pelos fundos administrados pela Reag, reacendeu a percepção de que o Brasil precisa de um marco regulatório mais especializado. Investidores passaram a defender uma divisão clara de atribuições que isole riscos sistêmicos e, ao mesmo tempo, proteja os consumidores de práticas inadequadas.
Entenda o novo impulso
O episódio Master/Reag levantou questionamentos sobre a eficácia do atual modelo, em que Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Conselho Monetário Nacional compartilham funções de forma sobreposta. Analistas avaliam que, ao destacar falhas de governança e lacunas de fiscalização, a crise forneceu o argumento político necessário para retomar o debate sobre o twin peaks.
Projeto de lei em preparação
Fontes do Ministério da Fazenda confirmam que um projeto de lei complementar está em elaboração pelo governo Lula. O texto deverá detalhar como se dará a repartição de competências entre dois órgãos: um focado em estabilidade e solvência das instituições e outro dedicado à proteção do investidor e à integridade de mercado. Apesar do avanço técnico, ainda não há data definida para o envio da proposta ao Congresso Nacional.
Imagem: Maria Isabel Oliveira
Expectativa do mercado
Gestores e casas de análise acreditam que a crise recente pode acelerar discussões no Legislativo. Mesmo assim, interlocutores do governo ponderam que, sem consenso entre reguladores e setor privado, o cronograma pode se alongar. Enquanto isso, investidores acompanham de perto os desdobramentos do caso Master/Reag e aguardam sinais concretos sobre a tramitação do twin peaks.
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Em resumo, a turbulência no Banco Master e nos fundos Reag reabriu espaço para o modelo twin peaks no Brasil. Fique atento às próximas etapas e assine nossas atualizações para não perder nenhuma mudança regulatória relevante.



