Caso Master é o foco de oito novos depoimentos que a Polícia Federal (PF) marcou para esta segunda-feira (26) e terça-feira (27), no Supremo Tribunal Federal (STF), antes de o ministro Dias Toffoli decidir se devolve o inquérito à primeira instância.
As oitivas serão conduzidas por delegados responsáveis pela apuração de supostos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa ligados à venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Caso Master: PF ouve empresários antes de decisão de Toffoli
Quem será ouvido e quando
No primeiro dia, prestarão depoimento por videoconferência:
• Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB;
• André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada;
• Henrique Souza e Silva Peretto, empresário;
• Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.
Na terça-feira (27), serão ouvidos presencialmente:
• Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB;
• Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Master;
• Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco.
Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, também falará, mas por videoconferência. Cada oitiva foi agendada com intervalo de duas horas.
Alteração no cronograma
Originalmente, a PF havia distribuído os depoimentos ao longo de seis dias, de 23 a 28 de janeiro. No entanto, Toffoli determinou a concentração em apenas dois dias, alegando limitação de pessoal e falta de salas no STF.
Decisão aguardada sobre foro
O ministro avalia devolver o processo à Justiça Federal de Brasília ou São Paulo, onde tramitava até surgir menção ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), detentor de foro privilegiado. Toffoli aguarda o conjunto das novas diligências para concluir se há ou não fatos que exijam a permanência no Supremo.
Bacelar não é formalmente investigado. Seu nome apareceu depois da apreensão, em endereço ligado ao dono do Master, Daniel Vorcaro, de um envelope referente a negócio imobiliário em Trancoso (BA). O parlamentar afirmou ter sido apenas consultado sobre o empreendimento, que não avançou.
Imagem: Edils Dantas
Quem já falou e quem não falará
Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foram ouvidos em 30 de dezembro e submetidos a acareação. Por isso, não constam da nova lista de depoentes.
Pressões e críticas
A possível remessa do inquérito de volta à primeira instância é vista nos bastidores como forma de reduzir críticas à atuação de Toffoli. O ministro tem sido questionado por suposta proximidade entre familiares e um fundo mencionado na investigação, além de viagem com advogado de executivo do Master. Apesar do desconforto, o gabinete de Toffoli divulgou nota reforçando que sua condução do caso é regular, lembrando que a Procuradoria-Geral da República arquivou três pedidos de afastamento.
Delegados da PF e técnicos do Banco Central acompanham de perto o desenrolar dos trabalhos, pois as conclusões poderão influenciar futuras ações de supervisão sobre o sistema financeiro.
Com as oitivas programadas para terminar na terça-feira, a expectativa é de que o relator analise rapidamente os depoimentos para definir o destino processual do Caso Master.
Acompanhe os desdobramentos e veja como a decisão sobre foro poderá afetar os rumos da investigação.
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Resumo: a PF reúne oito depoimentos no STF em apenas dois dias, seguindo determinação de Dias Toffoli, que avaliará se o inquérito do Caso Master retorna à primeira instância. Siga nossas publicações e mantenha-se informado sobre os principais movimentos do setor financeiro.



