Juros futuros recuam na abertura desta semana, acompanhando o alívio nos rendimentos de títulos soberanos de economias avançadas, enquanto investidores ajustam apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os próximos dias.
O movimento repete o bull flattening visto na semana passada, quando as taxas de prazos mais longos caem mais do que as curtas, sinalizando expectativa de cortes na Selic a partir de março, ainda que o consenso de mercado aponte manutenção da taxa básica em 15% agora.
Juros futuros recuam antes do Copom com apoio externo
Às 9h15, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 registrava queda de 13,695% para 13,67% ao ano. O DI para janeiro de 2028 recuava de 13,005% para 12,97%; o de janeiro de 2029 cedia de 13,03% para 12,995%; e o contrato para janeiro de 2031 passava de 13,355% a 13,305% ao ano.
Movimento global favorece renda fixa brasileira
No exterior, a taxa do Treasury de 30 anos dos Estados Unidos deslizava de 4,836% para 4,814%, enquanto o rendimento do Bund alemão de dez anos caía de 2,908% para 2,879%. No Japão, o juro do JGB de 40 anos encerrou o pregão em 3,913%, abaixo dos 3,946% da sessão anterior e distante do pico acima de 4% registrado recentemente.
O recuo conjunto desses papéis fortalece a percepção de menor prêmio de risco global, contribuindo para o ajuste de prêmios na curva doméstica. Operadores também observam a comunicação do Banco Central brasileiro: sinais mais firmes de início do ciclo de afrouxamento em março podem acentuar a inclinação negativa dos DIs longos nos próximos dias.
Imagem: Pixabay
Até a decisão do Copom, prevista para quarta-feira, o mercado deve seguir sensível a indicadores externos e a comentários de dirigentes, calibrando as apostas sobre o ritmo e a profundidade dos cortes de juros ao longo de 2026.
Para acompanhar outras variações do mercado de renda fixa e entender oportunidades de investimento, confira a seção de Economia do Diário de Finanças.
Em resumo, os juros futuros já refletem o ambiente externo mais benigno e a expectativa de manutenção da Selic, mas o foco se volta para os sinais do Copom sobre o início do ciclo de queda. Continue acompanhando nossas atualizações e não perca as próximas análises.



