Haddad indica Guilherme Mello para assumir uma das duas diretorias vagas no Banco Central (BC), movimento que depende agora da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da posterior sabatina no Senado.
Segundo confirmou o Valor, a recomendação feita pelo ministro da Fazenda mira a Diretoria de Política Econômica, responsável pelas projeções macroeconômicas usadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na definição da taxa Selic.
Haddad indica Guilherme Mello para diretoria do Banco Central
Desde a saída de Diogo Guillen, em dezembro, o posto vem sendo ocupado interinamente por Paulo Picchetti, atual diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos. A nomeação de Mello, se confirmada, restabelece o quadro completo de nove diretores no BC.
Funções da diretoria de Política Econômica
A área elabora as projeções de Produto Interno Bruto (PIB) e Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de redigir comunicados, atas do Copom e o Relatório de Política Monetária. Esses documentos subsidiam as decisões sobre juros e orientam o mercado quanto aos rumos da política econômica.
Outra diretoria segue vaga
Além da cadeira de Política Econômica, a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução permanece sem titular efetivo desde que Renato Gomes deixou o cargo, no fim de 2025. A função é exercida temporariamente por Gilneu Vivan, diretor de Regulação, e ganhou visibilidade após a liquidação do Banco Master.
Perfil de Guilherme Mello
Atual secretário de Política Econômica da Fazenda, Mello coordena as projeções internas da pasta e participa da formulação de políticas públicas, como o pacote de medidas criado em 2025 para compensar a tarifa norte-americana sobre exportações brasileiras. Em entrevista ao portal Metrópoles, na segunda-feira, Haddad afirmou que o economista “foi quem mais acertou projeções neste ano”.
Histórico de indicações de Haddad
Desde 2023, o ministro tem recorrido a remanejamentos internos no BC. Naquele ano, ele indicou Rodrigo Teixeira para a Diretoria de Administração; à época, Carolina Barros deixou o posto e assumiu a Diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, até então vaga.
Imagem: Valter Campanato
Próximos passos no Senado
Após o aval do Palácio do Planalto, o nome de Guilherme Mello será enviado à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde passará por sabatina antes da votação em plenário. O processo é obrigatório para todos os diretores e presidente do Banco Central desde a Lei Complementar 179/2021, que instituiu a autonomia da autoridade monetária.
Procurado, o Ministério da Fazenda não se pronunciou sobre a data em que o nome será oficializado pelo presidente.
Para acompanhar outras movimentações que impactam a política monetária, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Resumo: a indicação de Guilherme Mello para a diretoria de Política Econômica do BC, feita por Fernando Haddad, repõe uma das cadeiras estratégicas da autoridade monetária e aguarda a confirmação de Lula e a sabatina no Senado. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba primeiro como essas decisões influenciam seus investimentos.



