Ouro em queda: metal recua 1,24% apesar de aversão ao risco -

Ouro em queda: metal recua 1,24% apesar de aversão ao risco

Ouro em queda: metal recua 1,24% apesar de aversão ao risco. O contrato mais líquido do metal precioso terminou a quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, com perda de 1,24%, cotado a US$ 4.889,5 por onça-troy na Comex, divisão de metais da Nymex.

A sessão foi marcada por forte busca por proteção no mercado internacional, depois que uma série de indicadores fracos de emprego nos Estados Unidos reforçou a percepção de desaceleração econômica. Ainda assim, o dólar avançou e a cotação dos Treasuries recuou, fatores que pressionaram o preço do ouro.

Ouro em queda: metal recua 1,24% apesar de aversão ao risco

Analistas apontam que o movimento de baixa contrasta com o típico comportamento de ativo de segurança do ouro. De acordo com Ole Hansen, estrategista-chefe de commodities do Saxo Bank, a volatilidade recente e o elevado número de posições crowded têm limitado o potencial de alta do metal. “Enquanto a formação de preços não se estabilizar, ouro e prata devem continuar a oscilar em ambas as direções”, avaliou.

Dados fracos de emprego nos EUA ampliam tensão

Os números negativos do mercado de trabalho norte-americano desencadearam um ambiente de aversão ao risco. Investidores recalibraram expectativas para a política monetária, migrando para títulos públicos, o que derrubou seus rendimentos. Paralelamente, o índice do dólar se valorizou, tornando o ouro — precificado na moeda norte-americana — relativamente mais caro para detentores de outras divisas.

Negociações EUA-Irã reduzem prêmio de risco

Outro elemento que pesou na correção foi a confirmação de uma reunião entre representantes de Estados Unidos e Irã, agendada para sexta-feira, 6 de fevereiro, em Omã, para discutir um possível novo acordo nuclear. A perspectiva de distensão geopolítica diminuiu o chamado prêmio de risco, gerando reflexos não só no ouro, mas também na cotação do petróleo, que registrou queda acentuada.

Perspectivas para o mercado de metais preciosos

No curto prazo, operadores acompanham de perto a trajetória do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, considerados os principais vetores de preço para o metal amarelo. Caso o dólar mantenha a força observada nesta semana, novos recuos não estão descartados. Por outro lado, qualquer sinal de estabilização nos dados de emprego ou de escalada nas tensões geopolíticas pode devolver ao ouro parte de seu caráter defensivo.

Para Hansen, a chave está na redução da volatilidade: “Um mercado menos errático pode abrir caminho para que o ouro responda de forma mais tradicional a choques de risco”. Contudo, até que isso ocorra, movimentos bruscos devem permanecer no radar dos investidores.

Com o fechamento desta quinta-feira, o ouro acumula variação negativa na semana, enquanto a prata também registrou oscilações intensas, refletindo o mesmo ambiente de incerteza que domina as commodities metálicas.

O comportamento do metal precioso continuará dependente da combinação entre indicadores macroeconômicos, dinâmica cambial e eventuais avanços diplomáticos. Operadores manterão atenção redobrada aos dados de folha de pagamento dos EUA, previstos para a próxima semana, considerados termômetro crucial para o rumo dos juros norte-americanos e, por consequência, do dólar e do ouro.

Para ampliar sua compreensão sobre os impactos econômicos de indicadores globais, confira mais análises na seção de Economia do Diário de Finanças.

Em resumo, mesmo em um dia de forte aversão ao risco, o ouro em queda mostrou que fatores como alta do dólar, excesso de posições e expectativas diplomáticas podem se sobrepor à busca por proteção. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba como esses movimentos podem influenciar seus investimentos.

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