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Agibank: IPO caótico eleva fundador ao status bilionário

Agibank: IPO caótico eleva fundador ao status bilionário – A estreia turbulenta das ações do banco digital na Bolsa de Nova York (Nyse) não impediu que o criador da instituição, Marciano Testa, alcançasse uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão.

Na quarta-feira (11), os papéis do Agibank recuaram 10% no primeiro pregão, resultado de um corte de última hora no preço e na quantidade de ações ofertadas. Mesmo assim, a fatia de 63% mantida por Testa foi avaliada em US$ 10,75 por ação no fechamento, garantindo ao executivo a entrada no seleto grupo global de bilionários.

Agibank: IPO caótico eleva fundador ao status bilionário

Desconto de preço e redução de lotes marcaram a oferta

Horas antes da abertura do pregão, o Agibank precisou rever a faixa indicativa de preço e diminuir o volume de ações, tentativa de acomodar a demanda abaixo do esperado. A operação tornou-se a segunda grande listagem de uma empresa brasileira nos Estados Unidos desde 2021, sinalizando uma reabertura gradual da janela de captações.

Estratégia garante controle a Marciano Testa

A listagem diluiu a participação econômica do fundador, mas não seu poder decisório. Testa reteve quase 95% dos direitos de voto por meio de ações Classe B não negociadas. O estatuto permite converter esses papéis especiais em ações ordinárias no futuro, sem perder o comando do banco.

Outras fintechs brasileiras sofrem pressão no mercado

O desempenho do Agibank ocorreu poucas semanas após o PicPay, controlado pela família Batista, precificar seu IPO no topo da faixa na Nasdaq. Desde então, os papéis do PicPay acumulam queda de 23%. Em 2021, o Nubank havia sido o último grande nome brasileiro a sair nos EUA; o patrimônio líquido de seu cofundador, David Vélez, está em US$ 17 bilhões, graças a 20% de participação na fintech.

Modelo de negócio combina digital e presença física

Com mais de 6,4 milhões de clientes ativos até setembro, o Agibank aposta em uma plataforma digital integrada a cerca de 1.000 smart hubs espalhados pelo país. O foco recai sobre empréstimos consignados para aposentados, em que as parcelas são debitadas diretamente dos benefícios previdenciários, reduzindo inadimplência.

Aporte de investidores institucionais

Antes do IPO, o banco já havia atraído recursos da Lumina Capital Management, fundada por um ex-executivo do Morgan Stanley, e da gestora de ativos alternativos Vinci Partners. Desde 2019, a administração avaliava listar-se nos Estados Unidos, após uma tentativa frustrada de abrir capital na B3.

Embora o pregão de estreia tenha sido marcado pela volatilidade, analistas consideram que a abertura de capital consolida o Agibank entre as principais fintechs brasileiras. Para Testa, o resultado financeiro pessoal reforça a aposta de longo prazo no segmento de crédito consignado aliado a canais digitais omnichannel.

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Agibank mostrou que mesmo um IPO conturbado pode gerar valor ao acionista controlador; continue conosco e receba as últimas notícias que impactam seu bolso.

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