Vazamento de chaves Pix do Agibank atinge 5.290 registros -

Vazamento de chaves Pix do Agibank atinge 5.290 registros

Vazamento de chaves Pix expôs informações cadastrais de 5.290 clientes do Agibank S.A. entre 26 de dezembro de 2025 e 30 de janeiro de 2026, confirmou nesta sexta-feira (13) o Banco Central (BC).

Segundo a autoridade monetária, falhas pontuais nos sistemas do banco permitiram o acesso não autorizado a dados como nome do titular, CPF, instituição de relacionamento, número da agência, além do número e tipo de conta.

Vazamento de chaves Pix do Agibank atinge 5.290 registros

De acordo com o BC, o incidente não envolveu senhas, extratos, saldos ou históricos de transações, elementos considerados sigilos bancários. A autarquia classifica o risco de movimentação indevida de recursos como baixo e afirma não haver possibilidade de acesso direto às contas dos usuários afetados.

Apuração e sanções em andamento

O Banco Central abriu investigação para determinar as causas do problema e avaliar responsabilidades. Caso sejam confirmadas irregularidades, o Agibank estará sujeito às penalidades previstas na regulamentação do Pix, que incluem advertências e multas.

Notificação aos clientes

A instituição ressalta que os correntistas impactados serão avisados exclusivamente pelo aplicativo do Agibank. Qualquer comunicação por e-mail, telefone ou redes sociais deve ser tratada como não oficial, alerta o BC.

Posicionamento do Agibank

Em nota, o Agibank afirma que o vazamento foi “pontual, prontamente identificado e imediatamente corrigido”. O banco reforça que nenhum cliente sofreu prejuízos financeiros e que foram adotadas medidas técnicas e preventivas adicionais para evitar ocorrências semelhantes no futuro.

Histórico de incidentes do Pix

O BC mantém, desde 2021, um painel público com todos os relatos de violações de dados envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos. Antes do episódio atual, o último grande incidente havia sido registrado em julho de 2025, quando falha de segurança expôs chaves Pix sob a guarda do Conselho Nacional de Justiça, afetando mais de 11 milhões de pessoas.

Apesar do novo registro, especialistas apontam que o modelo de chaves — que podem ser CPF, e-mail, número de telefone ou sequências aleatórias — continua mais seguro do que a troca manual de dados bancários, pois impede o compartilhamento de informações sensíveis em cada transação.

Para reforçar a segurança, o Banco Central recomenda ativar a verificação em duas etapas no aplicativo bancário, manter o sistema operacional do celular atualizado e desconfiar de pedidos de confirmação de dados recebidos por canais não oficiais.

O Agibank declara que segue colaborando com a investigação e que informará publicamente qualquer desdobramento relevante.

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Em resumo, o incidente limitou-se a dados cadastrais e já foi contido, mas reforça a importância de monitorar comunicações suspeitas. Continue acompanhando nossas publicações e ative as notificações para receber alertas sobre segurança financeira.

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