Golpe do Pix: como recuperar dinheiro perdido no Carnaval -

Golpe do Pix: como recuperar dinheiro perdido no Carnaval

Golpe do Pix: como recuperar dinheiro perdido no Carnaval mobiliza foliões que, entre confetes e blocos de rua, acabam transferindo valores a criminosos que se aproveitam da distração da festa.

Se a fraude já ocorreu, o Banco Central e as instituições financeiras mantêm o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para reverter pagamentos instantâneos efetuados mediante engano ou manipulação.

Golpe do Pix: como recuperar dinheiro perdido no Carnaval

Como funciona o Mecanismo Especial de Devolução

O MED entrou em vigor para agilizar a devolução de recursos em casos de fraude com Pix. Quando o cliente faz a solicitação dentro do prazo, o banco de origem aciona a instituição que recebeu o valor suspeito. Ambas analisam se o episódio se enquadra nos critérios de fraude definidos pelo Banco Central.

Prazo e etapas do pedido de devolução

• Solicitação: o usuário deve registrar o pedido de devolução até 80 dias após o golpe.
• Avaliação: os bancos têm até 7 dias úteis para decidir se a situação se encaixa no MED.
• Bloqueio: aprovada a fraude, o banco que mantém a conta do destinatário bloqueia o montante imediatamente.
• Restituição: em até 96 horas o valor bloqueado volta para a conta da vítima. Se o saldo do suposto golpista não for suficiente, o reembolso pode ser parcial, com novos repasses previstos para até 90 dias.

Além de enganos provocados por terceiros, o MED cobre falhas internas da própria instituição financeira, como transferências duplicadas. Nessa hipótese, o ajuste ocorre em até 24 horas.

Cuidados com cartão e dinheiro nos blocos

Fraudes não se limitam ao Pix. Pagamentos em cartão de crédito, débito ou via NFC exigem atenção redobrada. A especialista em proteção de dados Simone Santinato alerta para:

• Valor digitado errado de forma proposital.
• Justificativas de visor quebrado que impedem o cliente de conferir a operação.
• Uso de capa de proteção para evitar aproximações (NFC) indesejadas.

Quem prefere cédulas deve vigiar troco incorreto, notas falsas e furtos rápidos, comuns em aglomerações.

Medidas para proteger o celular

Como o smartphone concentra aplicativos bancários, Anderson da Fonseca, CEO da Assenti, recomenda:

• Desabilitar acesso às configurações e ao aplicativo Carteira.
• Manter apenas um cartão registrado, com limite de gasto reduzido.
• Remover dados de pagamento automático, evitando compras indevidas.

Ciro Meireles, superintendente da GlobalSign no Brasil, lembra da importância de anotar o IMEI — digitando *#06# no aparelho — para facilitar a recuperação. Em caso de furto, a plataforma Celular Seguro, do Gov.br, permite o bloqueio remoto do dispositivo.

Dicas rápidas para evitar o golpe do Pix

1. Desconfie de pedidos urgentes ou emotivos enviados por desconhecidos.
2. Ative biometria em aplicativos bancários.
3. Verifique sempre o nome e o CNPJ/CPF do recebedor antes de confirmar a transação.
4. Use limites de transferência diários reduzidos durante o Carnaval.
5. Guarde comprovantes; eles são essenciais para abrir o processo de devolução.

Casos de golpe do Pix exigem reação ágil. Ao perceber a fraude, contate imediatamente seu banco, registre boletim de ocorrência e acompanhe o protocolo do MED. Seguir as etapas estabelecidas pode significar a recuperação integral ou parcial dos valores.

Para aprofundar seu conhecimento sobre finanças e segurança digital, veja também nosso guia completo na seção de Economia.

Proteger seu dinheiro durante o Carnaval é possível com planejamento e informação. Compartilhe estas orientações e mantenha suas finanças seguras.

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