Banco Central restringe Pix após ataque ao Banco do Nordeste -

Banco Central restringe Pix após ataque ao Banco do Nordeste

Banco Central restringe Pix após ataque ao Banco do Nordeste foi a decisão tomada pela autoridade monetária em 9 de fevereiro, sexta-feira que antecedeu o Carnaval, período historicamente marcado por aumento nas tentativas de fraude.

A medida emergencial ocorreu depois que, em 26 de janeiro, um ataque hacker mirou os sistemas do Banco do Nordeste (BNB). Ao investigar o incidente, o Banco Central (BC) identificou vulnerabilidades na infraestrutura de pagamentos operada pela JD Consultores, empresa responsável por intermediar transações de algumas instituições financeiras regionais.

Banco Central restringe Pix após ataque ao Banco do Nordeste

Segundo fontes próximas à apuração, o BC entrou em contato com a JD Consultores logo após detectar a brecha. Técnicos de segurança cibernética constataram que a falha poderia ser explorada para movimentar recursos via Pix sem a devida autenticação, expondo correntistas a possíveis desvios.

Para conter riscos imediatos, a autoridade determinou a limitação temporária de valores e horários para transferências via Pix realizadas por clientes das instituições que utilizam a plataforma da JD. A restrição afeta contas de pessoas físicas e jurídicas consideradas mais suscetíveis, embora o Banco Central não tenha divulgado o número exato de usuários impactados.

Entenda o alcance das restrições

De acordo com o procedimento, durante o feriado prolongado os clientes só puderam efetuar Pix dentro de limites reduzidos, sobretudo em transações noturnas. Operações acima desses tetos exigiram autenticação adicional ou foram bloqueadas preventivamente. Agências do BNB e canais eletrônicos exibiram avisos sobre a medida.

O BC esclareceu que a ação é amparada pelo artigo 10 do Regulamento do Pix, que prevê intervenção imediata em casos de ameaça à integridade do sistema. A JD Consultores foi orientada a reforçar protocolos de criptografia, revisão de chaves API e monitoramento de logs.

Próximos passos da investigação

Os técnicos do Banco Central seguem analisando o vetor do ataque de 26 de janeiro para determinar se houve vazamento de dados sensíveis. Caso confirmada a exposição, o BNB terá de notificar clientes e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Enquanto isso, a JD Consultores deverá apresentar, em até 30 dias, relatório completo de mitigação de riscos. Se o documento for aprovado, as restrições ao Pix poderão ser gradualmente suspensas. Até lá, o BC recomenda que usuários mantenham antenção redobrada a comunicações suspeitas e revisem limites de transação nos aplicativos bancários.

O episódio reforça a estratégia do Banco Central de intensificar a vigilância sobre provedores terceirizados, sobretudo em períodos festivos, quando golpes digitais costumam aumentar de volume.

Para quem deseja aprofundar questões ligadas à segurança de pagamentos, preparamos um guia especial sobre como identificar fraudes financeiras em aplicativos. Acesse em Diário de Finanças – Dicas.

Resumo: o Banco Central reagiu rapidamente ao ataque hacker que atingiu o BNB, impondo limites ao Pix de clientes vinculados à JD Consultores. A investigação prossegue e novas medidas podem ser anunciadas. Continue acompanhando nossas publicações e mantenha-se protegido.

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