Bad Bunny no Brasil: estreia no Allianz Parque lotado -

Bad Bunny no Brasil: estreia no Allianz Parque lotado

Bad Bunny no Brasil ganhou vida nesta sexta-feira (20) com um espetáculo que arrastou milhares de fãs ao Allianz Parque, na zona oeste de São Paulo. O artista porto-riquenho, de 31 anos, abriu a apresentação agradecendo a presença do público “lindo” e, logo em seguida, ouviu-se uma versão instrumental de “Garota de Ipanema” executada por sua banda.

Líder global do Spotify por quatro anos consecutivos e vencedor do Grammy de Álbum do Ano, Benito Antonio Martínez Ocasio mostrou estar no auge da carreira ao realizar o sonho de visitar o país. Falando em português, vestiu uniforme completo da Seleção e reforçou seu carinho pela cultura local.

Bad Bunny no Brasil: estreia no Allianz Parque lotado

A estreia fez jus à expectativa: portões abertos às 16h, início pontual às 20h30 e encerramento cinco minutos antes das 23h, respeitando as regras da arena. Para o segundo show, neste sábado (21), a programação se repete, com abertura dos portões às 16h e início no mesmo horário da véspera.

Ato a ato, um baile “inolvidable”

Dividido em segmentos bem marcados, o espetáculo utilizou dois palcos. No principal, um telão gigante; no extremo oposto, uma “casita” típica de Porto Rico. A alternância entre eles criou a atmosfera de um grande baile, embalado pela fusão de reggaeton e trap que conquistou o público brasileiro.

Durante a segunda parte, os fãs distantes da grade acompanharam o “perreo” pelos telões, sem perder detalhes. Fiel ao formato da turnê Debí Tirar Más Fotos (DtMF), o cantor costuma reservar uma faixa exclusiva em cada cidade; em São Paulo, a escolhida foi “Vete”.

Latinidade e posicionamento social

Embora seja conhecido por discursos politizados, Bad Bunny limitou a política às letras das músicas. Ainda assim, relembrou a união entre Brasil, Porto Rico e toda a América Latina: “Hoje nós somos brasileiros e vocês são porto-riquenhos”, afirmou antes de convocar a plateia a dançar, rir e se divertir.

O cantor mantém posicionamento firme sobre imigração. Ao anunciar a turnê, deixou os Estados Unidos de fora, justificando preocupação com a segurança de fãs latinos frente às ações do ICE, agência migratória norte-americana. A decisão encontrou eco na plateia paulistana, repleta de estrangeiros que vieram ao Brasil especialmente para vê-lo.

Fãs de toda a região lotam São Paulo

A porto-riquenha Juanda viajou de Nova York e aprovou o boicote aos EUA: “Ele fala por todo mundo e usa o poder da própria voz”, declarou. Também vieram dominicanos, peruanos, chilenos, venezuelanos e colombianos, além de brasileiros que aguardavam há anos pela passagem do astro.

Entre eles, o cantor soteropolitano Odillon Cerqueira descreveu a experiência como “surreal”: “A produção, o nível de entrega e a emoção de ver meu ídolo tão perto são inesquecíveis”, contou, ainda chorando após o fim do show.

Programação e estrutura impecáveis

O Allianz Parque recebeu público desde o início da tarde. A produção seguiu cronograma rigoroso, sem atrasos, e utilizou recursos visuais de alto impacto. A combinação de iluminação, telões e figurinos reforçou a estética caribenha e a mensagem de união latino-americana.

Já o setlist misturou sucessos recentes e hits consagrados, mantendo a plateia em coro contínuo. Entre os momentos mais celebrados estiveram “Tití Me Preguntó”, “Me Porto Bonito” e a já tradicional homenagem à bossa nova brasileira.

Com a recepção calorosa e ingressos esgotados, Bad Bunny confirma sua força como um dos artistas mais ouvidos do planeta e abre caminho para novas datas pelo país, ainda não anunciadas.

Se você quer acompanhar outras movimentações que impactam o cenário cultural e econômico latino, visite a seção de Economia do Diário de Finanças para análises e atualizações em tempo real.

Bad Bunny estreou em solo brasileiro consolidando laços com fãs de todo o continente. Continue conosco para não perder as próximas novidades do mundo da música e da cultura pop!

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