Azul retoma listagem na Bolsa de Nova York após Chapter 11 -

Azul retoma listagem na Bolsa de Nova York após Chapter 11

Azul retoma listagem na Bolsa de Nova York após Chapter 11 e volta a negociar American Depositary Shares (ADSs) na NYSE American a partir de 1º de junho de 2026, menos de um ano depois de ingressar em recuperação judicial nos Estados Unidos.

A aprovação da listagem foi anunciada nesta quinta-feira (28/05/2026). Segundo o CEO John Rodgerson, a medida simboliza a virada de página da companhia, que sai do processo de Chapter 11 com “posição financeira mais sólida” e mantém o plano de migrar para a New York Stock Exchange (NYSE) no início de julho.

Azul retoma listagem na Bolsa de Nova York após Chapter 11

A crise que levou ao pedido de proteção judicial começou em 28 de maio de 2025, quando a Azul S.A. e 19 subsidiárias protocolaram o Chapter 11 no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York para reestruturar cerca de US$ 2 bilhões em dívidas.

Três fatores comprimiram o caixa em 2024: desvalorização de 26,4% do real ante o dólar, encarecimento do combustível de aviação e enchentes históricas no Rio Grande do Sul, que afetaram 10% da malha. Sem opções de crédito privado, a companhia escolheu o regime norte-americano pela flexibilidade para renegociar passivos globais enquanto mantinha suas operações.

A Azul entrou no processo com acordos pré-arranjados junto a principais credores, incluindo bondholders, a arrendadora AerCap e parceiras estratégicas United Airlines e American Airlines, o que acelerou a conclusão da reestruturação.

No período, a operação permaneceu estável: 32 milhões de passageiros transportados em 2025, frota ativa de 170 aviões, 130 destinos nacionais atendidos em 250 rotas exclusivas, 85,1% de pontualidade e cerca de 800 voos diários.

A NYSE American, sucessora da antiga Amex, concentra empresas de menor porte e exige relatórios periódicos à SEC. Para a Azul, o retorno à bolsa nova-iorquina funciona como selo de governança e etapa intermediária antes do uplisting para a lista principal da NYSE, previsto para julho de 2026, condicionado à divulgação dos resultados auditados do primeiro semestre.

Cada ADS negociado na NYSE American representa duas ações ordinárias AZUL3 listadas na B3. Os recibos que estavam no mercado OTC serão convertidos automaticamente, sem necessidade de ação pelos investidores, e os papéis continuam sendo negociados normalmente no Brasil.

O retorno reflete a redução de passivos em aproximadamente US$ 2,5 bilhões e a manutenção do maior volume de passageiros da história da companhia. A Azul pretende usar a nova exposição ao mercado de capitais dos EUA para fortalecer liquidez e financiar expansão de rotas.

Para acompanhar outras movimentações que impactam o mercado, visite nossa seção de Economia e fique por dentro das últimas análises.

Com a aprovação da NYSE American, a Azul mostra que é possível atravessar turbulências financeiras e voltar a ganhar altitude. Continue acompanhando nossas publicações para saber, em primeira mão, os próximos passos da companhia e de todo o setor aéreo.

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