Brasília — 1.º set. 2025, 3h36. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, usou a megaoperação da Polícia Federal contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) para reforçar, neste domingo (31.ago), a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública em análise no Congresso.
Em entrevista à TV Band, Haddad afirmou que o texto da PEC busca “forçar a integração” entre órgãos federais e estaduais, eliminando disputas internas que, segundo ele, dificultam o combate ao crime organizado. “Chega de vaidade de órgão para órgão; vamos usar a força do Estado de comum acordo”, declarou.
Operação Carbono Oculto
A operação mencionada pelo ministro foi deflagrada na quinta-feira (28.ago) e contou com cerca de 1.400 agentes da Polícia Federal, além do apoio da Receita Federal. Batizada de Carbono Oculto, a ação teve como alvo 350 pessoas físicas e jurídicas ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis controlado pelo PCC.
De acordo com a PF, as investigações revelaram movimentação de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. O esquema usava fintechs como “bancos paralelos” para ocultar recursos oriundos do tráfico internacional de drogas; uma das empresas envolvidas movimentou R$ 46 bilhões no período.
Haddad destacou que a operação envolveu dez Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaecos) em dez estados, alcançou 1.200 postos de combustíveis e identificou a compra de quatro refinarias pelo PCC. Para o ministro, o êxito da ação demonstra que a Receita Federal precisa ter papel permanente em investigações financeiras. “Quando ela fiscaliza com inteligência, fornece aos investigadores da polícia e do Ministério Público os insumos necessários”, disse.
PEC da Segurança Pública
A PEC defendida por Haddad tramita na Câmara desde julho, quando o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), criou uma comissão especial para analisar o texto. A proposta prevê, entre outros pontos, ampliação dos poderes da Polícia Federal e criação de uma Polícia Viária.
Imagem: poder360.com.br
O ministro argumentou que o combate ao crime organizado deve ser política de Estado, preservada de mudanças a cada troca de governo. “Entra governador, sai governador; entra presidente, sai presidente; o objetivo tem que ser um só”, afirmou.
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Com informações de Poder360



