O governo federal aprovou, na semana passada, a Taxonomia Sustentável Brasileira, conjunto de critérios que funcionará como um “dicionário” para identificar se uma atividade econômica pode ser classificada como sustentável.
Segundo o Ministério da Fazenda, o instrumento vinha sendo elaborado havia quase dois anos em parceria com Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e representantes do setor produtivo. A principal alteração em relação ao desenho inicial foi a adoção facultativa: empresas, investidores e instituições financeiras poderão aplicar a taxonomia de maneira voluntária, diferentemente da proposta original, que previa caráter obrigatório.
Na prática, a classificação pretende harmonizar conceitos e orientar o mercado sobre quais projetos atendem a requisitos sociais e ambientais mínimos, facilitando o direcionamento de recursos a iniciativas consideradas verdes. Com os parâmetros estabelecidos, governos e agentes privados esperam reduzir o risco de greenwashing — quando uma atividade é apresentada como sustentável sem atender a critérios técnicos.
A Fazenda informou ainda que futuras atualizações da taxonomia seguirão o mesmo modelo de consulta pública usado na fase de elaboração, para incorporar inovações tecnológicas e mudanças regulatórias.

Imagem: valor.globo.com
Com informações de Valor Econômico
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