Paris (França) – Um grupo de coletivos que atua nas redes sociais convocou a população francesa para uma “greve de pagamentos com cartão” a partir de 10 de setembro, sem data para terminar. A mobilização incentiva os consumidores a substituir o uso de cartões de crédito por dinheiro vivo, retirar depósitos dos grandes bancos e evitar produtos considerados sustentadores do “sistema”, como combustíveis, fast-fashion e itens de supermercados nacionais.
O movimento ganhou força em 19 de julho, quando as primeiras mensagens começaram a circular nas plataformas digitais. Desde então, a campanha tem sido compartilhada com a mensagem “atingir onde dói: a carteira do sistema”.
Se confirmada, essa pode ser a primeira grande ação de contestação enfrentada pelo primeiro-ministro François Bayrou, no cargo há menos de um ano. A estratégia mira diretamente as instituições financeiras que, segundo os organizadores, seriam “cúmplices da especulação” e de políticas que classificam como “destruição social”.
Os ativistas recomendam que os participantes:
- paguem apenas em dinheiro em espécie;
- retirem recursos de bancos de grande porte;
- reduzam ou suspendam o consumo de produtos vistos como essenciais para a engrenagem econômica atual.
Além da pressão sobre bancos e operadoras de cartões, a paralisação nos pagamentos eletrônicos busca gerar impacto nas cadeias de varejo e serviços, afetando desde postos de combustíveis até grandes redes de hipermercados.
A iniciativa ainda não recebeu resposta oficial do governo francês nem das principais entidades representativas do setor financeiro. Especialistas ouvidos pela imprensa local avaliam que a adesão popular será decisiva para medir o alcance real do protesto.
Imagem: record.pt
Para acompanhar outros desdobramentos sobre finanças pessoais e o sistema bancário, visite nossa seção de Economia.
O protesto está marcado para começar em todo o território francês em 10 de setembro e, de acordo com os organizadores, deve continuar “por tempo ilimitado”.
Com informações de Record



