Ações de empresas de terras raras disparam 390% em 2025 -

Ações de empresas de terras raras disparam 390% em 2025

Ações de empresas de terras raras disparam 390% em 2025, refletindo a corrida mundial por insumos estratégicos para tecnologia avançada. Companhias com projetos no Brasil viram seus papéis multiplicarem de valor em meio ao interesse dos Estados Unidos na diversificação de fornecedores e ao debate interno sobre a Política Nacional de Minerais Críticos.

Impulsionada pela maior procura por semicondutores, veículos elétricos e energia limpa, a indústria de terras raras ganhou visibilidade no mercado doméstico. O Palácio do Planalto reforçou essa tendência ao anunciar um conselho dedicado a minerais críticos, enquanto a Câmara dos Deputados analisa a nova política do setor em regime de urgência.

Ações de empresas de terras raras disparam 390% em 2025

Três mineradoras australianas com projetos em Minas Gerais lideraram a alta recorde na bolsa australiana. St George Mining, Viridis Mining and Minerals e Meteoric Resources encerraram o ano com valorizações que variaram de 80% a 390%.

St George Mining: Projeto Araxá puxa a maior valorização

A St George Mining registrou o desempenho mais expressivo, com um salto de cerca de 390% em 2025. Dona do Projeto Araxá, localizado ao lado das instalações da CBMM, a companhia detém aproximadamente 40 milhões de toneladas de minério de alto teor contendo terras raras e nióbio.

Em setembro, a empresa confirmou nova descoberta de alto teor, elevando suas ações em 23,1% em apenas 24 horas. Segundo estimativas, o empreendimento deve gerar Ebitda anual de US$ 130 milhões, com margens acima de 60%. Prevista para 2027, a operação planeja um centro tecnológico no país voltado ao processamento de nióbio e terras raras, iniciativa que se soma às conversas de fornecimento mantidas com representantes do governo dos Estados Unidos.

Viridis Mining and Minerals atrai financiamentos internacionais

A Viridis Mining and Minerals viu seus papéis avançarem cerca de 260% no mesmo período. Proprietária do Projeto Colossus, no sul de Minas Gerais, a mineradora possui argilas iônicas ricas em neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.

O projeto recebeu cartas de intenção de financiamento dos governos da França e do Canadá e garantiu licença prévia ambiental em 2025. A empresa anunciou ainda a construção de um centro de pesquisa e processamento em Poços de Caldas, livre de componentes chineses, com capacidade para processar 100 quilos de minério bruto por hora. A estratégia é se posicionar como fornecedora para países ocidentais, especialmente os Estados Unidos.

Meteoric Resources avança no Projeto Caldeira

Com ganhos superiores a 80% no ano, a Meteoric Resources também obteve licença prévia para o Projeto Caldeira, considerado um dos maiores depósitos de terras raras em argilas de adsorção iônica do mundo. Situado no Complexo Alcalino de Poços de Caldas, o empreendimento busca oferecer produção competitiva, baixo custo operacional e menor impacto ambiental, dispensando barragens de rejeitos.

Contexto regulatório favorece expansão

O crescimento das mineradoras ocorre em paralelo à discussão da Política Nacional de Minerais Críticos na Câmara e à criação de um conselho interministerial para o tema. Essas medidas objetivam tornar o Brasil um protagonista no fornecimento de insumos estratégicos, reduzindo a dependência global da China e estimulando investimentos em território nacional.

Analistas destacam que a combinação de reservas substanciais, localização estratégica e infraestrutura já existente em Minas Gerais reforça a atratividade dos projetos. A expectativa é de que, mantida a demanda por terras raras, o setor continue a atrair capital estrangeiro e a gerar empregos de alta qualificação no país.

Para investidores, o desempenho de 2025 evidencia o potencial de retorno de ativos ligados a minerais críticos. No entanto, a execução dos projetos ainda depende de licenças ambientais definitivas, avanço tecnológico no processamento e consolidada estabilidade regulatória.

Com o avanço da pauta no Congresso e o interesse declarado de governos ocidentais, companhias listadas em bolsas internacionais tendem a monitorar de perto oportunidades de joint ventures, acordos de off-take e parcerias de pesquisa.

A movimentação reforça a posição do Brasil como peça fundamental na nova geografia da transição energética. Se concretizados os cronogramas anunciados, os principais projetos em Minas Gerais podem iniciar produção comercial antes do fim da década, oferecendo ao mercado global alternativas relevantes de suprimento.

Para acompanhar desdobramentos sobre investimentos, regulamentações e oportunidades no setor mineral, visite a seção de Economia do nosso site em diariodefinancas.com/economia.

As valorizações expressivas de 2025 mostram o apetite dos investidores por terras raras. Continue atento às atualizações e avalie como esse movimento pode impactar sua estratégia financeira.

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