Acordo Mercosul União Europeia deverá ser oficializado no próximo dia 20 de dezembro, em Brasília, segundo declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, durante a Cúpula de Líderes do G20 em Joanesburgo, África do Sul.
Lula informou que, após a passagem por Moçambique, retornará ao Brasil e não planeja novas viagens internacionais em 2025, exceto a cerimônia de assinatura do tratado que vem sendo negociado há 25 anos.
Acordo Mercosul União Europeia deve ser assinado em 20/12
O anúncio encerra uma maratona de rodadas técnicas e políticas iniciada em 1999. A previsão de assinatura ainda neste ano sinaliza, segundo o governo, disposição mútua para concluir ajustes finais sobre tarifas agrícolas, compras governamentais e cláusulas ambientais.
Impacto projetado nas exportações brasileiras
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), calcula que o pacto pode aumentar a competitividade industrial do país e gerar efeito de transbordamento para terceiros mercados. Simulação da Secex, divulgada nesta semana, aponta crescimento de 2,7% nas exportações totais brasileiras em 20 anos, em comparação a um cenário sem o acordo.
Para a União Europeia, o salto projetado é de 13%, mas o estudo indica ganhos também nas vendas para Estados Unidos (2,6%) e China (1,6%), impulsionados por cadeias globais de valor abastecidas por insumos nacionais.
Próximos passos diplomáticos
Depois de Joanesburgo, Lula segue para Maputo, onde mantém agenda bilateral com o governo moçambicano. O presidente reiterou que a conclusão do acordo Mercosul-UE encerra seu calendário externo em 2025, ressaltando a intenção de direcionar esforços internos à agenda econômica e social.
Especialistas avaliam que a data escolhida, 20 de dezembro, pode facilitar a participação dos chefes de Estado sul-americanos e europeus, já que ocorre antes do recesso de fim de ano nos parlamentos, etapa considerada crucial para a ratificação do tratado.
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O Itamaraty e a Comissão Europeia ainda finalizam a redação do texto consolidado, que deverá incluir mecanismos de solução de controvérsias e compromissos de sustentabilidade alinhados ao Acordo de Paris.
O governo brasileiro pretende submeter o documento ao Congresso Nacional logo após o recesso parlamentar, visando acelerar a entrada em vigor parcial das reduções tarifárias previstas.
Com a confirmação da assinatura, as equipes técnicas dos quatro países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — aguardam agora a convocação oficial para os detalhes logísticos da cerimônia em Brasília.
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O acordo Mercosul União Europeia promete redesenhar rotas de exportação, ampliar mercados e trazer novas oportunidades para empresas brasileiras. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro de como essas mudanças podem influenciar seus investimentos e decisões financeiras.



