Adiamento do EES ganha força depois que o Groupe ADP, gestor dos aeroportos de Orly e Paris-Charles de Gaulle, solicitou oficialmente que a União Europeia postergue a adoção total do Sistema de Entrada/Saída (EES). A administradora alerta para o risco de congestionamentos severos nas fronteiras aéreas caso o novo modelo de controle comece, como previsto, em 10 de abril.
A diretora-geral adjunta do ADP, Justine Coutard, afirmou à imprensa francesa que ampliar a checagem biométrica antes do outono europeu “seria extremamente arriscado”. Testes limitados realizados nos terminais parisienses já registraram lentidão, o que obrigou as equipes a retomarem procedimentos manuais para evitar filas excessivas.
Adiamento do EES: Aeroportos de Paris pedem atraso na UE
Por que o ADP quer o adiamento
Durante as simulações, a leitura de impressões digitais e reconhecimento facial acrescentou entre 30 e 90 segundos ao processamento de cada passageiro que não pertence à União Europeia. Para Coutard, esse acréscimo “não pode ser absorvido fisicamente” pela infraestrutura atual, sobretudo em dias de pico.
Impacto previsto no fluxo de passageiros
O ADP projeta que julho e agosto superarão os níveis de tráfego pré-pandemia, reforçando o temor de gargalos. Caso o EES entre plenamente em vigor no início da alta temporada, a gestora calcula que os postos de controle podem enfrentar filas de até quatro horas, cenário também apontado por companhias aéreas e demais aeroportos europeus em declaração conjunta divulgada recentemente.
Risco de filas no verão europeu
Algumas capitais do Espaço Schengen já experimentam atrasos. Em Lisboa, por exemplo, o sistema foi suspenso em dezembro, medida creditada pela autoridade local como responsável por encurtar significativamente o tempo de espera dos viajantes.
Diante de experiências semelhantes, o Groupe ADP propõe que a obrigatoriedade total do EES seja adiada para o fim de setembro, quando a demanda sazonal diminui. A gestora argumenta que somente após o verão será possível ajustar softwares, equipamentos e treinamento de agentes fronteiriços sem comprometer a fluidez do fluxo internacional.
Regras atuais para a implementação do EES
Pelo regulamento europeu, o EES torna-se mandatário em 10 de abril, mas permite suspensão por até 90 dias em caso de dificuldades técnicas, o que estenderia a flexibilidade até o início de julho. Considerando a proximidade com o auge do verão, a Comissão Europeia autorizou uma prorrogação adicional de 60 dias, cobrindo julho e agosto. Mesmo assim, aeroportos e companhias pedem um prazo maior.
Como funciona o novo sistema
O Sistema de Entrada/Saída substituirá o tradicional carimbo no passaporte por um registro digital automatizado. Serão coletados dados biométricos — imagem facial e impressões digitais — além de data, local de entrada e saída, e eventuais recusas. O objetivo oficial é agilizar o controle de fronteira, reforçar a segurança, combater a imigração irregular e monitorar o tempo de permanência de visitantes autorizados a estadas curtas de até 90 dias.
Ao todo, 30 países adotarão a tecnologia, incluindo França, Alemanha, Espanha, Itália, Portugal, Holanda, Suécia, Grécia e Suíça, entre outros membros da União Europeia e do Espaço Schengen.
Próximos passos
Representantes do setor aéreo solicitam que Bruxelas reveja o cronograma ainda nas próximas semanas. Enquanto isso, postos de fronteira seguem calibrando equipamentos e treinando funcionários para realizar a coleta biométrica. Se o pedido de adiamento do EES for atendido, o novo sistema só passaria a valer integralmente depois do verão, reduzindo a probabilidade de atrasos generalizados.
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Em resumo, o Groupe ADP defende que a adoção completa do Sistema de Entrada/Saída seja empurrada para depois de setembro, alegando que a infraestrutura dos aeroportos não suportará a demanda do verão europeu. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta notícia para que mais viajantes fiquem informados.



