Agentes federais Minneapolis podem ter violado protocolo ao disparar contra o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, durante protesto ocorrido no sábado, 24 de janeiro, na cidade norte-americana. A possibilidade foi admitida nesta terça-feira (28) por Stephen Miller, conselheiro sênior do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Miller informou que a Casa Branca avalia a conduta dos integrantes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) destacados para reforçar o policiamento em Minnesota, após manifestações contra a política migratória do governo.
Agentes federais Minneapolis podem ter violado protocolo
Segundo o conselheiro, o gabinete presidencial havia determinado que o efetivo adicional atuasse apenas como “barreira física” entre equipes de prisão e manifestantes. “Estamos analisando por que a equipe da CBP pode não ter seguido esse protocolo”, declarou Miller em nota enviada à agência AFP.
Investigação federal em andamento
O tiroteio que matou Pretti ocorreu quando agentes federais tentavam dispersar o protesto em Minneapolis. De acordo com imagens divulgadas posteriormente, o enfermeiro não portava armas no momento em que foi atingido a queima-roupa. Embora carregasse uma pistola, o objeto já havia sido confiscado pelos agentes antes dos disparos fatais.
Miller também responsabilizou a própria CBP e o Departamento de Segurança Interna (DHS) pela divulgação inicial de informações incorretas. Logo após o incidente, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que a vítima estaria armada e prestes a atacar os agentes. As declarações foram repetidas pelo conselheiro, que classificou Pretti como “aspirante a assassino”.
Controvérsia sobre arma e versão oficial
Com a divulgação das imagens de vídeo, a narrativa oficial precisou ser revista. “As declarações iniciais do DHS foram baseadas em relatos da CBP no local”, justificou Miller, acrescentando que eventuais falhas de comunicação serão examinadas pelos investigadores federais.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não confirmou se os agentes envolvidos continuarão em serviço ou se foram temporariamente afastados. Organizações de direitos civis pedem a divulgação imediata dos nomes dos responsáveis pelos disparos e acesso integral aos registros da operação.
Imagem: ROBERTO SCHMIDT
A morte de Alex Pretti acirrou o debate sobre o uso de forças federais em manifestações domésticas e reforçou críticas à estratégia de segurança na fronteira, frequentemente defendida por Trump como instrumento de combate à imigração irregular.
O desfecho da investigação poderá impactar futuras operações do governo federal em protestos semelhantes e deverá influenciar discussões no Congresso sobre protocolos de atuação da CBP em solo americano.
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Resumo: Stephen Miller admitiu possível violação de protocolo por agentes federais em Minneapolis; o caso segue sob investigação federal. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe este artigo para manter mais pessoas informadas.



