Amazônia assumiu o centro das atenções no último dia do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe 2026, quando ministros do Meio Ambiente de nove países destacaram a urgência de proteger a maior floresta tropical do planeta.
As discussões giraram em torno das mudanças climáticas, do combate ao garimpo ilegal e do potencial da bioeconomia regional, reforçando o papel estratégico da região para o desenvolvimento sustentável.
Amazônia lidera debate sobre desenvolvimento sustentável
Biodiversidade e economia verde em pauta
Com 60% da floresta em território brasileiro, a Amazônia se estende ainda por Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname, Equador e Guiana Francesa. A riqueza da biodiversidade foi apontada como base para novos modelos de negócios ligados à economia verde, que podem gerar empregos, reduzir desigualdades e alavancar receitas sem a derrubada de árvores.
A ministra equatoriana Inés Manzano lembrou que “temos afluentes que desembocam no Amazonas. O que eu decido no Equador impacta Peru, Colômbia e Brasil”, ressaltando a interdependência dos países amazônicos e a necessidade de políticas coordenadas.
Combate ao garimpo ilegal e clima extremo
Autoridades concordaram que o avanço do garimpo ilegal representa uma das maiores ameaças imediatas à floresta. Além de provocar desmatamento, a atividade contamina rios com mercúrio, afetando comunidades ribeirinhas e povos indígenas.
Os ministros também alertaram para a intensificação de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e inundações severas. Segundo eles, a preservação da cobertura florestal é decisiva para regular o regime de chuvas em toda a América do Sul e mitigar emissões de gases de efeito estufa.
Cooperação internacional e próximos passos
Para enfrentar esses desafios, o Fórum defendeu a ampliação de investimentos em fiscalização, ciência e tecnologia. Entre as propostas discutidas estão o fortalecimento de sistemas de monitoramento por satélite, o aumento de linhas de crédito para cadeias produtivas sustentáveis e a criação de fundos comuns voltados à proteção da floresta.

Imagem: Divulgação
Representantes dos nove países concordaram em avançar na troca de dados, em campanhas conjuntas de conscientização e em iniciativas de educação ambiental. O objetivo é apresentar, até o fim de 2026, metas unificadas para redução do desmatamento e medidas concretas de inclusão social nas regiões amazônicas mais vulneráveis.
Embora não tenha sido anunciada uma cifra específica, os participantes enfatizaram que o financiamento internacional será essencial para viabilizar as metas. Eles também defenderam que países desenvolvidos ampliem aportes, cumprindo compromissos assumidos em acordos climáticos globais.
Ao final do encontro, os ministros reforçaram que o protagonismo da Amazônia no desenvolvimento sustentável depende de liderança política, engajamento das comunidades locais e colaboração entre setores público e privado.
Para acompanhar como o cenário econômico regional se alinha a essas discussões, visite nossa seção de Economia.
Em síntese, o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe 2026 deixou claro que proteger a Amazônia é vital para o equilíbrio climático e para novas oportunidades de crescimento. Continue acompanhando nossas publicações e fique por dentro das próximas iniciativas que podem redefinir o futuro da floresta e da economia da região.



