Aplicativo do FGC registra instabilidade neste sábado (17) logo no início do processo de ressarcimento dos investidores que compraram CDBs do banco Master, liquidado em dezembro de 2025.
Desde as 9h30, pessoas físicas tentam enviar os documentos exigidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas relatam erros no upload de arquivos e falhas para concluir a solicitação. Para empresas, cujo pedido deve ser feito pelo site do fundo, também há relatos de lentidão.
Aplicativo do FGC enfrenta instabilidade no 1º dia de pedidos
Às 12h37, por meio de sua assessoria, o FGC informou que o aplicativo recebeu mais de 140 mil acessos até as 12h, número que sobrecarregou a infraestrutura e afetou a disponibilidade. A entidade afirma que a plataforma é auto-escalável e deve voltar ao normal nas próximas horas, enquanto equipes técnicas monitoram o desempenho em tempo real.
Quando a solicitação é finalizada, o pagamento é creditado em até dois dias úteis em conta de titularidade do credor. O FGC reforça que não cobra taxas, não antecipa valores e não utiliza intermediários em nenhuma fase do processo.
Os números atualizados indicam aproximadamente 800 mil credores — metade da projeção inicial de 1,6 milhão. O montante a ser desembolsado soma R$ 40,6 bilhões, contra estimativa anterior de R$ 41,3 bilhões. Segundo balanço de novembro de 2025, o fundo dispõe de R$ 125 bilhões em liquidez, volume considerado suficiente para honrar todos os compromissos.
FGC alerta para golpes e orienta credores
Em comunicado, o presidente do FGC, Daniel Lima, alertou sobre tentativas de fraude: “O FGC não faz contato por WhatsApp ou SMS, não solicita pagamento de tarifas e não trabalha com intermediários”. Os canais oficiais permanecem restritos ao aplicativo, telefone, e-mail e redes sociais institucionais.
Especialistas recomendam instalar apenas a versão oficial do app nas lojas autorizadas e desconfiar de links compartilhados por terceiros. Em caso de dúvida, o investidor deve contatar o atendimento do fundo antes de fornecer informações pessoais.
Quem está coberto pelo Fundo Garantidor
O FGC protege até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira, considerando o valor investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. Estão incluídos CDB, RDB, LCI e LCA. Exemplo: quem possuía R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil em juros receberá no máximo R$ 250 mil; o excedente entra na fila de liquidação conduzida pelo Banco Central.
Imagem: Divulgação
Não possuem cobertura debêntures, CRI, CRA, fundos de investimento e títulos emitidos fora do sistema. Nesses casos, o reembolso depende de eventual sobra de recursos após o pagamento das obrigações prioritárias.
Entenda a liquidação do banco Master
O Banco Central decretou a liquidação do banco Master em 18 de dezembro de 2025. Controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, o banco enfrentava elevado custo de captação e exposição a operações consideradas arriscadas, oferecendo CDBs com juros muito acima da média do mercado.
Tentativas de venda, inclusive a proposta do Banco de Brasília (BRB), foram barradas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções a investigações. Com a liquidação, o FGC assumiu o ressarcimento dos investidores.
O primeiro dia de pedidos evidenciou a forte demanda dos credores e a necessidade de sistemas mais robustos para suportar picos de acesso. O FGC recomenda que, caso o app continue instável, o usuário aguarde alguns minutos antes de tentar novamente ou busque horários de menor tráfego.
Para acompanhar outras notícias sobre o sistema financeiro e conhecer oportunidades de investimento com segurança, acesse nossa seção de Economia.
Resumo: o aplicativo do FGC apresentou instabilidade após mais de 140 mil acessos simultâneos no primeiro dia de ressarcimento de CDBs do banco Master. O fundo trabalha para normalizar o serviço e alerta os credores sobre golpes. Compartilhe este conteúdo e fique atento às próximas atualizações.



