Assassinato de corretora em Caldas Novas: síndico preso -

Assassinato de corretora em Caldas Novas: síndico preso

Assassinato de corretora em Caldas Novas ganhou novos contornos com a prisão do síndico Cléber Rosa de Oliveira, apontado pela Polícia Civil de Goiás como autor do crime que vitimou a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, 43 anos, em 17 de dezembro de 2025. O homicídio permaneceu oculto por 42 dias, até Cléber confessar o ato nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2026.

De acordo com os investigadores, o síndico aproveitou um ponto cego do sistema interno de câmeras para atacar a vítima no subsolo do edifício, localizado em Caldas Novas, sul de Goiás. Depois, adotou uma série de estratégias para dificultar a apuração, incluindo a omissão de imagens e o transporte clandestino do corpo.

Assassinato de corretora em Caldas Novas: síndico preso

A linha do tempo começa no fim da tarde de 17 de dezembro. Ao perceber que apenas o seu apartamento estava sem energia, Daiane desceu do 10º andar até o subsolo para religar o disjuntor. Às 18h56, ela enviou vídeos a uma amiga, registrando o problema. Três minutos depois, às 18h59, câmeras mostraram a corretora entrando no elevador; foram as últimas imagens dela com vida.

Como o crime foi cometido e encoberto

Segundo a polícia, o ataque ocorreu no subsolo, onde não há cobertura completa das dez câmeras do condomínio. Após a morte, Cléber Rosa de Oliveira apresentou às autoridades gravações de apenas três câmeras, alegando falha nos demais equipamentos. Ele também evitou usar os elevadores, deslocando-se apenas pelas escadas para não ser filmado.

As investigações indicam que o síndico retirou o corpo de Daiane na cabine de um veículo e o levou até uma área de mata na zona rural da cidade, onde foi localizado semanas depois. Para reforçar o álibi, Cléber forneceu versões divergentes sobre o percurso realizado de carro naquela noite.

Papel do filho e tentativa de obstrução

Maykon Douglas de Oliveira, filho de Cléber, foi preso por suspeita de obstrução de justiça. Laudos apontam que, logo após o retorno do pai ao condomínio, ele comprou um celular novo para substituir o aparelho de Cléber, supostamente com o objetivo de eliminar provas. A Polícia Civil avalia se Maykon participou de outras etapas da ocultação do cadáver.

Motivo do desentendimento entre síndico e corretora

Testemunhas relataram desavenças recorrentes entre Daiane e o síndico envolvendo a administração dos apartamentos. A tensão teria aumentado depois de episódios em que a energia do imóvel da corretora foi desligada mais de uma vez. O Ministério Público de Goiás já havia denunciado Cléber por perseguição (stalking), com registros de agressões físicas, verbais e monitoramento constante durante dez meses.

Lacunas que a investigação ainda precisa sanar

Apesar da confissão, laudos periciais não identificaram vestígios de sangue nem no subsolo nem no veículo utilizado para transportar o corpo. O porteiro do prédio confirmou que o sistema de câmeras estava ativo no momento do desaparecimento, o que reforça a hipótese de o crime ter ocorrido em um ponto cego.

Outro ponto em aberto é o acesso ao apartamento da vítima. No dia do sumiço, familiares encontraram a porta aberta; horas depois, ela apareceu trancada. A polícia investiga quem teria entrado no imóvel e em que circunstâncias.

Próximos passos da força-tarefa

O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) conduz diligências para confirmar detalhes da dinâmica do crime, mapear o trajeto exato da remoção do corpo e analisar a possível participação de terceiros. O inquérito também apura se houve falhas na segurança interna do condomínio que facilitaram a ação do síndico.

Até o momento, Cléber Rosa de Oliveira permanece detido por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, enquanto Maykon responde por obstrução de justiça. Ambos aguardam as próximas etapas judiciais.

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Em resumo, a prisão do síndico encerra 42 dias de incertezas sobre o desaparecimento de Daiane Alves Souza, mas as investigações seguem ativas para esclarecer todas as circunstâncias do assassinato. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe a notícia para manter mais pessoas informadas.

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