Ata do Fed será o principal termômetro dos investidores na última semana de 2025, acompanhada de perto pelos números de emprego brasileiros divulgados pelo Caged e pela Pnad Contínua.
Mesmo com a liquidez reduzida típica do período de festas, o calendário reserva informações capazes de influenciar expectativas para juros e atividade econômica em 2026. Entre segunda-feira, 29, e sexta-feira, 2, agentes monitorarão indicadores de Brasil, Estados Unidos e Europa.
Ata do Fed e dados de emprego pautam mercados na semana
Na segunda-feira, 29, o Banco Central divulga o penúltimo Relatório Focus do ano. O documento reúne projeções de analistas para Selic, IPCA e PIB e costuma ajustar premissas de curto e médio prazos. No mesmo dia, o Ministério do Trabalho publica o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente a novembro, indicador essencial para avaliar o impacto do aperto monetário na atividade interna.
O mercado de trabalho brasileiro volta ao radar na terça-feira, 30, quando o IBGE apresenta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O levantamento mostrará a taxa de desemprego móvel até outubro, oferecendo panorama mais amplo sobre ocupação e renda.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulga na terça-feira a ata da reunião de dezembro, em que os juros foram reduzidos em 0,25 ponto, para o intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano. O documento detalhará o debate do comitê, sinalizando o ritmo dos cortes em 2026 — informação crucial para moedas, ações e Treasuries.
Já na quarta-feira, 31, o Departamento do Trabalho norte-americano publica os pedidos semanais de seguro-desemprego, dados que mensuram a temperatura do mercado de trabalho dos EUA. Analistas buscarão sinais de desaceleração suave, condição considerada pelo Fed para manter o ciclo de afrouxamento.
O feriado global de Ano-Novo, quinta-feira, 1.º, manterá as principais bolsas fechadas. As atividades serão retomadas na sexta-feira, 2, com a S&P Global divulgando os Índices de Gerentes de Compras (PMIs) de manufatura de dezembro para zona do euro, Estados Unidos e Brasil. Tais números oferecerão leitura inicial sobre a confiança empresarial no início de 2026.
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No começo de janeiro, analistas devem recalibrar carteiras à luz do conjunto de informações da semana. Se a ata do Fed reforçar um corte gradual de juros e os dados de emprego brasileiros confirmarem resiliência, o apetite por risco pode ganhar fôlego, ainda que o movimento só seja plenamente sentido após o retorno da liquidez normal.
Para investidores locais, a combinação de Relatório Focus, Caged e Pnad permitirá traçar prognósticos sobre a trajetória da Selic. No exterior, a política monetária norte-americana segue no centro das atenções, dada sua influência sobre fluxo de capitais e custo global de financiamento.
A agenda condensada em poucos dias, mas com indicadores relevantes, faz da última semana útil de 2025 um momento decisivo para ajustar projeções antes da virada do ano.
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Em resumo, os investidores terão de equilibrar o clima festivo com atenções redobradas a partir da divulgação da ata do Fed e dos dados de emprego no Brasil. Acompanhe nossa cobertura completa e mantenha suas estratégias alinhadas aos novos sinais econômicos.



