Ataque em Sydney deixou 16 mortos, incluindo um dos suspeitos, e feriu outras 40 pessoas na noite de domingo, 14 de dezembro, durante a celebração judaica de Hanukkah na praia de Bondi, um dos pontos turísticos mais movimentados da Austrália.
A polícia de Nova Gales do Sul classificou o episódio como ato terrorista e mobilizou unidades antiterrorismo para isolar a região e reforçar a segurança em toda a cidade enquanto investiga a motivação do crime e possíveis ameaças associadas.
Ataque em Sydney: 16 mortos e 40 feridos na praia Bondi
Segundo o comissário de polícia estadual, Mal Lanyon, o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica local. O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, declarou que indícios iniciais apontam para esse grupo religioso como alvo principal.
Como o atentado foi executado
O tiroteio começou no início das festividades de Hanukkah, quando a praia ainda registrava grande fluxo de moradores e turistas. Testemunhas relataram cenas de pânico, correria e busca por abrigo. Equipes especializadas removeram um suposto artefato explosivo de um carro estacionado próximo ao calçadão e analisam outros objetos suspeitos encontrados no local.
Vítimas e feridos
Entre os 15 civis mortos estavam pessoas de 10 a 87 anos. A vítima mais jovem, uma menina, chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu. Entre os mortos estão o rabino londrino Eli Schlanger, de 41 anos, e um cidadão israelense. Dos 40 feridos, dois são policiais, todos em estado considerado grave. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou não haver brasileiros entre as vítimas.
Suspeitos identificados
A investigação aponta pai e filho como autores do ataque. O pai, de 50 anos, possuía licença para armas e morreu em confronto com agentes. O filho, de 24 anos, foi detido com ferimentos graves e permanece em condição estável sob custódia. A polícia descartou a participação de um terceiro envolvido.
Repercussão internacional
O episódio repercutiu rapidamente no exterior. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que “o antissemitismo não tem lugar neste mundo”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o ato como “hediondo e mortal”. A chanceler australiana, Penny Wong, declarou que “terrorismo, antissemitismo, violência e ódio não têm lugar na Austrália”. O Reino Unido anunciou reforço de policiamento em comunidades judaicas.
Ato de heroísmo
Um vendedor de frutas de 43 anos foi considerado “herói genuíno” pelas autoridades após desarmar um dos atiradores. Ele foi baleado no braço e na mão, passou por cirurgia e se recupera em um hospital de Sydney.
Imagem: Divulgação
Contexto histórico
Atentados com alto número de vítimas são incomuns no país. O massacre de Port Arthur, na Tasmânia, em 1996, que resultou em 35 mortos, levou a Austrália a endurecer sua legislação sobre armas de fogo. Desde então, o nível de ameaça terrorista tem sido monitorado de perto; segundo Mike Burgess, diretor-geral da agência de inteligência australiana (ASIO), o nível atual permanece em “provável”, o que indica cerca de 50% de chance de novos ataques.
Pontos ainda não esclarecidos
As autoridades trabalham para determinar:
- A motivação detalhada dos suspeitos;
- Se outros alvos estavam planejados;
- A natureza exata do artefato explosivo apreendido;
- Eventuais falhas de segurança antes do atentado.
A investigação segue em ritmo acelerado, com reforço de patrulhamento em áreas sensíveis de Sydney e monitoramento de grupos extremistas.
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O ataque em Sydney evidencia a necessidade de vigilância contínua contra o terrorismo. Acompanhe nossas atualizações e receba alertas em tempo real assinando nossas notificações.



