Ataques hackers no Pix estão no radar do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que alertou para riscos de prejuízos que podem chegar a R$ 1 bilhão no sistema financeiro brasileiro.
Durante participação no Podcast 3 Irmãos, Haddad afirmou que bancos, fintechs e empresas de tecnologia da informação vêm sendo alvo de golpes sofisticados que podem resultar em perdas “milionárias” para cada instituição, totalizando impacto bilionário no setor.
Ataques hackers no Pix podem causar prejuízo bilionário
O ministro ressaltou que o número de ocorrências envolvendo o meio de pagamento instantâneo cresce à medida que o Pix ganha adesão massiva da população. O Banco Central registrou, até o momento, transações que superam as realizadas por boletos e TEDs, tornando o sistema um alvo mais atraente para cibercriminosos.
Preocupação entre bancos e fintechs
Segundo Haddad, instituições financeiras tradicionais e startups de serviços financeiros relatam episódios em que hackers exploram falhas de segurança para desviar valores significativos. “As instituições podem ter prejuízos milionários”, reforçou o titular da Fazenda, alertando para a necessidade de investimentos contínuos em proteção de dados e autenticação.
De acordo com o ministro, o prejuízo potencial acumulado já ronda a marca de R$ 1 bilhão, cifra que, caso confirmada, impactaria diretamente a saúde financeira das empresas envolvidas e, indiretamente, a confiança dos usuários no sistema.
Disputa com operadoras de cartão de crédito
Haddad também comentou as críticas feitas por empresas de cartão de crédito ao Pix. Segundo o ministro, essas companhias temem perder participação de mercado, já que a transferência instantânea não cobra as mesmas tarifas de intercâmbio praticadas pelas bandeiras. “Se perder, o consumidor deve ter a oportunidade de usar o Pix se ele quiser”, afirmou.

Imagem: REUTERS
Pix como moeda digital soberana
Na entrevista, Haddad relembrou a investigação aberta durante o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o serviço brasileiro de pagamentos. Para o ministro, esse movimento demonstra desconhecimento sobre o funcionamento do Pix. “É uma coisa de desinformado, o Pix é uma moeda digital soberana”, enfatizou, assegurando que o sistema segue parâmetros de segurança estabelecidos pelo Banco Central.
Embora reconheça os riscos cibernéticos, Haddad defende que o Pix continuará sendo peça central na modernização dos meios de pagamento no país. O ministro reiterou que o governo, em parceria com o Banco Central, estuda mecanismos adicionais de segurança para minimizar vulnerabilidades.
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Os ataques hackers via Pix evidenciam a importância de reforçar protocolos de segurança. Mantenha-se atualizado sobre as principais novidades do sistema financeiro e veja como proteger suas transações: acompanhe o Diário de Finanças e compartilhe esta notícia.



