Aumento do preço da memória RAM encarecerá celulares é a principal preocupação da indústria de tecnologia móvel neste momento, pois a escassez desse componente já pressiona os custos de produção e pode atingir o bolso do consumidor em breve.
Impulsionada pela alta demanda de projetos de inteligência artificial, a memória volátil ficou mais rara e cara, repetindo o cenário que já elevou o valor de computadores. Com oferta limitada, fabricantes de smartphones consideram reduzir a quantidade de RAM física, sobretudo em modelos de entrada, para evitar repasses ainda maiores no preço final.
Aumento do preço da memória RAM encarecerá celulares
A perspectiva é de que aparelhos intermediários e premium sejam menos afetados, já que nesses segmentos o diferencial costuma estar em desempenho e recursos adicionais, não apenas no valor de etiqueta. Entretanto, dispositivos acessíveis podem voltar a oferecer apenas 4 GB ou 6 GB de memória, revertendo anos de aumento constante nesse quesito.
Expansão de memória volta ao centro das atenções
Para amenizar o impacto, as empresas retomam uma solução conhecida dos PCs: a expansão de memória, também chamada de memória swap. O recurso transforma parte do armazenamento interno em RAM virtual, elevando a capacidade total disponível com leve perda de desempenho. Como os celulares atuais contam com chips de armazenamento mais rápidos, essa alternativa torna-se viável para segurar custos sem comprometer demais a experiência de uso.
Nos dispositivos Android, a expansão de memória já ocorre de forma transparente para o usuário, mas a tendência é que as marcas voltem a promover essa funcionalidade como diferencial de marketing. No passado, algumas fabricantes destacavam a possibilidade de “dobrar” a RAM; com a abundância de gigabytes dos últimos lançamentos, o discurso perdeu força. Agora, deve ressurgir como argumento para justificar configurações menores de fábrica sem elevar o preço final.
Possível aumento de até 20 % em modelos com mais RAM
Ainda não há consenso sobre o tamanho exato do reajuste, mas analistas do setor consideram plausível uma alta superior a 15 % ou 20 % em smartphones com mais de 8 GB de RAM. Sistemas operacionais cada vez mais exigentes e recursos baseados em IA reforçam a necessidade de memória, tornando o cenário especialmente desafiador para quem busca um aparelho barato nos próximos anos.
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Apesar das incertezas, especialistas acreditam que os modelos lançados em 2025 continuarão competitivos, pois muitas fabricantes compram componentes com antecedência e mantêm estoques capazes de amortecer flutuações de curto prazo. Para o consumidor, a recomendação é avaliar a troca de celular com calma, considerando que aparelhos atuais ainda têm boa vida útil e receberão atualizações por mais tempo.
Se a escassez de RAM persistir, a expansão de memória deverá ganhar holofotes como estratégia para manter preços sob controle, mesmo que sacrifiquem um pouco do desempenho puro. O equilíbrio entre custo e performance será o desafio central das empresas enquanto a disponibilidade do componente não se normalizar.
Para acompanhar outras movimentações que afetam diretamente o bolso do consumidor, vale conferir nossa página de Economia, onde analisamos tendências de preços e oportunidades de mercado.
Em resumo, o aumento do preço da memória RAM coloca pressão sobre toda a cadeia de smartphones, mas soluções como a memória swap podem mitigar os efeitos imediatos. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba como agir antes que os novos valores cheguem às prateleiras.


