O Banco Central (BC) deve publicar, ainda no segundo semestre de 2025 – possivelmente em setembro –, a regulamentação do Pix Parcelado, funcionalidade que permitirá dividir pagamentos pelo sistema de transferências instantâneas.
Como vai funcionar
Na prática, a nova modalidade oferecerá ao consumidor uma linha de crédito pré-aprovada pela instituição financeira na qual possui conta. Durante a transação, o usuário escolherá o número de parcelas e visualizará a taxa de juros aplicada. O valor da prestação será debitado automaticamente em dia predeterminado, semelhante ao agendamento de um Pix comum.
O lojista ou recebedor receberá o montante integral imediatamente, enquanto o banco assumirá o risco de inadimplência e cobrará as parcelas do pagador a cada mês.
Diferenças em relação ao cartão de crédito
Ao contrário do cartão, cuja operação pode ocorrer sem juros, o Pix Parcelado funcionará sempre como crédito com cobrança explícita de juros. A expectativa é que as taxas fiquem abaixo do rotativo do cartão de crédito, que supera 400% ao ano, mas acima de empréstimos tradicionais.
O limite de cada cliente, bem como prazos e custos, será definido pelas instituições financeiras com base em dados compartilhados via Open Finance. Dessa forma, bancos e fintechs deverão avaliar o histórico do usuário antes de liberar o serviço.
Disponibilidade para o consumidor
A liberação oficial ocorrerá após a publicação das regras pelo BC. Entretanto, alguns bancos já oferecem soluções semelhantes. O Santander, por exemplo, disponibiliza o “Divide o Pix”, que parcela valores em até 24 vezes; o Itaú permite dividir o Pix em até 12 vezes usando o limite do cartão; e o Banco do Brasil oferece parcelamento para transações a partir de R$ 100, com juros a partir de 2,98% ao mês.

Imagem: istoedinheiro.com.br
Apesar da semelhança, o Pix Parcelado não deve ser confundido com o Pix Garantido, previsto para 2026, que possibilitará agendar pagamentos futuros com garantia de liquidação, mesmo sem saldo na data.
Com a regulamentação, o Banco Central espera padronizar a experiência, ampliar o acesso ao crédito e garantir transparência nas condições oferecidas ao consumidor.
Para acompanhar outras mudanças no sistema financeiro, veja também nossa seção de Economia.
Com informações de IstoÉ Dinheiro



