Banco Master foi o ponto central do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (23), quando ele qualificou a liquidação da instituição como um “golpe de R$ 40 bilhões” que, segundo afirmou, deverá ser arcado por bancos públicos e privados.
As declarações ocorreram durante cerimônia de entrega de moradias populares em Alagoas. Diante de apoiadores, Lula citou nominalmente Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú como responsáveis por cobrir o prejuízo deixado pela quebra do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 13 de janeiro de 2026.
Banco Master: Lula aponta ‘golpe de R$ 40 bi’ e culpa bancos
“Não é possível ver o pobre ser sacrificado enquanto o cidadão do Banco Master aplica um golpe de mais de R$ 40 bilhões”, disse o presidente. “Quem vai pagar? São os bancos”, completou, numa crítica direta ao sistema financeiro.
Críticas à desigualdade e foco no consumo
Lula aproveitou o episódio para reforçar a defesa da redistribuição de renda voltada ao consumo, em contraste com políticas centradas exclusivamente em investimento. Para o presidente, programas sociais que injetam recursos diretamente no bolso da população de baixa renda reduzem desigualdades e aquecem a economia.
“Não é favor, é garantir que o brasileiro humilde tenha o mesmo direito de acesso que o mais rico possui”, argumentou, referindo-se às iniciativas do governo na área social.
Apelo contra fake news
O discurso também incluiu um chamado aos simpatizantes para verificarem informações antes de compartilhá-las. Lula pediu que “não passem mentira para a frente” e que divulguem apenas notícias confiáveis. O presidente associou o combate às fake news à preservação da democracia e à proteção dos programas sociais.
“Aprendam a distinguir o que é verdade e o que é mentira. As coisas boas vocês divulgam; as ruins, não precisam repassar”, enfatizou.
Imagem: Divulgação
A liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central, impactou o mercado financeiro brasileiro e colocou em discussão a responsabilidade de grandes instituições no ressarcimento de prejuízos decorrentes de gestão irregular. A fala de Lula intensifica o debate sobre a forma de socialização das perdas e o papel do sistema bancário frente a práticas consideradas lesivas.
Com o caso ainda sob análise das autoridades regulatórias, o governo federal promete acompanhar de perto os desdobramentos para evitar que o ônus recaia sobre os correntistas ou sobre recursos públicos destinados a áreas sociais prioritárias.
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Em resumo, Lula vinculou o “golpe de R$ 40 bilhões” do Banco Master à desigualdade social e conclamou bancos a assumirem a perda, enquanto reforçou seu compromisso com políticas de consumo e combate às fake news. Continue acompanhando o Diário de Finanças e receba em primeira mão as atualizações sobre economia e governo.



