Barclays abandona pessimismo com IA e vê valor em Oracle -

Barclays abandona pessimismo com IA e vê valor em Oracle

Barclays abandona pessimismo com IA e altera totalmente sua leitura sobre a qualidade do crédito das grandes empresas de tecnologia. Depois de ter encerrado 2025 com uma visão defensiva em relação à dívida emitida pelo setor, o banco britânico passou a recomendar a venda de Credit Default Swaps (CDS) da Amazon e a compra de títulos de dívida (bonds) da Oracle.

O movimento, divulgado a clientes em 2 de fevereiro de 2026, reflete a recente reprecificação do “boom” de investimentos em inteligência artificial. Para o Barclays, o mercado exagerou nos prêmios de risco atrelados às big techs no fim do ano passado, e o recuo dos spreads abre espaço para estratégias mais seletivas.

Barclays abandona pessimismo com IA e vê valor em Oracle

Segundo a nova estratégia, a instituição sugere zerar posições defensivas montadas em 2025. Na ponta vendedora, o Barclays indica que o CDS de cinco anos da Amazon já não oferece prêmio atraente para proteger carteiras e, portanto, a venda do derivativo seria a melhor forma de capturar ganho imediato. Em paralelo, a equipe de research recomenda aumentar exposição aos bonds da Oracle, avaliados como oportunidade de retorno ajustado ao risco após o ajuste recente dos preços no mercado secundário.

O relatório ressalta que o fluxo constante de anúncios sobre projetos baseados em inteligência artificial seguirá pressionando o setor a levantar recursos. Entretanto, os analistas veem a Oracle em posição mais vantajosa, graças à combinação de caixa robusto e contratos de nuvem corporativa menos suscetíveis a volatilidade de receita. Já no caso da Amazon, o banco identifica alavancagem relativamente elevada na comparação histórica e uma curva de custos que pode se alongar com novos desembolsos em infraestrutura.

Apesar da mudança de tom, o Barclays mantém avaliação construtiva para a maior parte do segmento de tecnologia, destacando que a disciplina financeira continuará sendo fator-chave para compressão adicional dos spreads. O banco observa que qualquer surpresa negativa nos cronogramas de implementação de IA pode provocar nova rodada de aversão ao risco, ainda que, no momento, considere o cenário-base favorável.

Com a revisão de recomendações, a instituição reforça orientação de que decisões sobre proteção de portfólio não devem ser generalizadas, e sim calibradas de acordo com a saúde financeira de cada emissor individualmente.

Para entender como as mudanças de cenário podem afetar outros setores, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

Em síntese, o Barclays analisa que a fase mais aguda de cautela já ficou para trás e identifica, na Oracle, o principal ponto de entrada em crédito corporativo ligado à inteligência artificial, enquanto considera os níveis atuais de proteção contra risco de default da Amazon pouco compensadores. Acompanhe nossas atualizações e avalie como reposicionar sua carteira diante desse novo diagnóstico.

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