O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deverá estar no plenário do Supremo Tribunal Federal na terça-feira, 2 de setembro de 2025, quando começa o julgamento que o acusa de tentativa de golpe de Estado. Interlocutores afirmam que ele permanecerá em prisão domiciliar porque, até a noite desta segunda-feira (1º.set.2025), não apresentou pedido ao tribunal para deixar sua residência.
Qualquer solicitação para comparecimento presencial poderia ser feita a qualquer momento, mas dependeria de autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A condição de saúde do ex-mandatário, descrita pelo filho e vereador Carlos Bolsonaro como frágil — com crises de soluço, vômitos e falta de apetite —, também pesa na decisão de permanecer em casa.
Julgamento do “núcleo 1”
A 1ª Turma do STF analisará a responsabilidade de Bolsonaro e de outros sete réus. Se condenados, podem receber pena mínima de 12 anos e máxima de 43 anos de prisão. Além do ex-presidente, respondem ao processo:
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-chefe do GSI;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
O grupo é acusado pela Procuradoria-Geral da República de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Acompanhamento remoto
Braga Netto, detido desde dezembro em um quartel do Exército no Rio de Janeiro, assistirá à sessão por televisão na própria unidade militar. Os demais réus em liberdade — Mauro Cid, Almir Garnier, Anderson Torres e Augusto Heleno — também optaram por participar on-line, pois não solicitaram presença física. Já a defesa de Ramagem comunicou ao Supremo a possibilidade de seu deslocamento a Brasília.
Preparativos das defesas
Advogados de Anderson Torres e Augusto Heleno requisitaram ao STF equipamentos para exibir slides durante as sustentações orais; os pedidos foram atendidos. O tribunal ainda liberou o credenciamento de defensores sem limite de vagas.

Imagem: poder360.com.br
Parlamentares no plenário
Sete congressistas solicitaram lugar na sessão inaugural e receberam aprovação da Corte, que exige cadastro prévio para controlar a lotação do espaço. A relação de nomes não foi divulgada.
Visitas na véspera
No dia anterior ao julgamento, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) permaneceu cerca de duas horas com Bolsonaro em oração. Também foi autorizada a visita do deputado Arthur Lira (PP-AL), crítico das medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo.
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Com informações de Poder360



