Brasil cria 85,9 mil empregos formais em novembro de 2025, registrando queda de 19,1% na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No período, foram contabilizadas 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos, resultando no saldo positivo de 85.864 vagas com carteira assinada.
Brasil cria 85,9 mil empregos formais em novembro de 2025
Entre os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas acompanhados pelo Caged, apenas comércio e serviços ampliaram o número de trabalhadores. O comércio abriu 49.647 postos, avanço de 0,7%, enquanto os serviços criaram 47.812 vagas, alta de 0,3%.
Os demais setores enxugaram quadros. A agropecuária fechou 16.566 empregos (-0,8%), a construção civil eliminou 12.829 vagas (-0,7%) e a indústria de transformação perdeu 2.930 postos (-0,2%). Em novembro de 2024, o resultado nacional foi sustentado por mais setores em território positivo; em 2025, as retrações nesses três segmentos reduziram o ritmo de contratação.
Desempenho regional aponta 21 estados no azul
Em termos regionais, 21 unidades da federação terminaram novembro com saldo positivo. São Paulo liderou, criando 31.104 postos, seguido por Rio de Janeiro (19.961) e Pernambuco (8.996). Entre os saldos negativos, destacaram-se Minas Gerais, que fechou 8.740 vagas, Goiás (-8.413) e Mato Grosso (-5.802).
Saldo acumulado de 2025 supera 1,8 milhão de vagas
De janeiro a novembro, a economia brasileira gerou 1.895.130 empregos formais, elevando o estoque total para 49.090.182 vínculos ativos. Desse montante, 5.381.390 são classificados como vínculos não típicos — categoria que reúne aprendizes, trabalhadores intermitentes, temporários, contratos pelo Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) e empregados com jornada de até 30 horas semanais.
Segundo o MTE, o desempenho positivo no acumulado reflete a soma de meses com saldos favoráveis, suficientes para compensar oscilações pontuais, como o recuo observado em alguns setores em novembro.
Expectativas do governo para 2026
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avaliou que 2026 tende a ser um período “positivo” para o mercado de trabalho, apesar das controvérsias que podem marcar o ano eleitoral. Ele não apresentou projeções numéricas, mas disse apostar na continuidade da trajetória econômica.
Marinho lembrou que a desaceleração de 2025 vinha sendo sinalizada desde maio e atribuiu parte do esfriamento aos juros elevados. “O papel dos juros é muito determinante para essa desaceleração”, declarou, reconhecendo a complexidade da missão do Banco Central no controle da inflação.
Imagem: Rafa Neddermeyer
Para o ministro, juros altos desestimulam investimentos, o que impacta diretamente a criação de empregos. Ele afirmou que a prioridade da pasta é incentivar um mercado mais equilibrado e com vagas de qualidade, envolvendo melhorias no ambiente de trabalho e ampliação de oportunidades para diferentes perfis de trabalhadores.
Marinho destacou que decisões de investimento levam em conta fatores como inflação, política de juros, segurança pública, educação, saúde e preservação ambiental. “Uma empresa, quando vai procurar um território para investir, observa todos esses aspectos”, disse, acrescentando que a redução do custo do dinheiro é decisiva para sustentar produtividade e competitividade.
Com a expectativa de retomada gradual da economia e eventuais cortes na taxa básica de juros, a equipe econômica aposta em novo ciclo de expansão do emprego formal em 2026, ainda que sem estimar números oficiais.
Em síntese, o resultado de novembro confirma a perda de fôlego na criação de postos formais em 2025, mas o balanço acumulado continua positivo e sustenta otimismo moderado para o próximo ano.
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Este foi um panorama completo sobre o saldo de empregos formais em novembro de 2025. Continue acompanhando nossas publicações para saber como as próximas divulgações podem afetar suas decisões profissionais e financeiras.



