Brasília, 20 ago. 2025 – O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito nesta quarta-feira (20) para presidir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará desvios estimados em R$ 6,3 bilhões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A votação terminou em 17 a 14 e representou derrota para o bloco governista, que apostava no nome de Omar Aziz (MDB-AM).
Perfil do novo presidente
Natural de Braúnas, no Vale do Rio Doce, Viana tem 62 anos, é jornalista de formação e possui especialização em gestão estratégica de marketing. Antes de ingressar na política, foi professor universitário e apresentador de rádio e TV.
Ele chegou ao Senado em 2019, impulsionado pela onda de apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). Na disputa daquele ano, recebeu 3,57 milhões de votos, ficando atrás apenas de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Trajetória partidária
Desde a eleição, Viana mudou de legenda várias vezes. Eleito pelo extinto PHS, migrou para o PSD em 2019, entrou no MDB em 2021 e, em seguida, filiou-se ao PL. Pelo partido de Bolsonaro, concorreu ao governo de Minas Gerais em 2022 e obteve 7,2% dos votos, resultado que não o levou ao segundo turno. Em fevereiro de 2023, retornou ao Podemos, sigla onde permanece.
Disputas recentes
No ano passado, o senador tentou a Prefeitura de Belo Horizonte, mas terminou em sétimo lugar, com pouco mais de 10 mil votos. No Senado, destacou-se pelo apoio ao ex-presidente Bolsonaro, pelas críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e por iniciativas de aproximação com parlamentares dos Estados Unidos após o aumento de tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil.
Crítica à articulação governista
O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), admitiu falha da base aliada na composição da CPMI. Segundo ele, o governo confiava na maioria que possui no colegiado, mas a ausência de alguns titulares permitiu que a oposição substituísse nomes e garantisse a vitória de Viana.
Funcionamento da CPMI
Instalada nesta quarta, a CPMI conta com 32 titulares, sendo 16 senadores e 16 deputados. PT e PL terão as maiores bancadas, com quatro integrantes cada. O prazo inicial de trabalho é de 180 dias, prorrogável por igual período, e o orçamento autorizado chega a R$ 200 mil.

Imagem: g1.globo.com
O colegiado investigará o esquema que, de acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), desviou recursos de benefícios destinados a aposentados e pensionistas em todo o país.
Com a eleição de Carlos Viana, a oposição passa a comandar os rumos da investigação, que deve reunir depoimentos, quebras de sigilo e análise de documentos para apurar responsabilidades e propor medidas de prevenção de fraudes no INSS.
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Com informações de G1
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