Cartão Visa da Fold dá 3,5% de cashback em Bitcoin é a expressão-chave que resume o novo produto anunciado nesta terça-feira (12) pela Fold, fintech listada na Nasdaq sob o código FLD. Emitido pela Stripe Issuing, o cartão de crédito promete devolver parte dos gastos em bitcoin a cada compra, sem exigência de staking de tokens nem manutenção de saldo em corretoras.
A companhia revelou que o plástico oferecerá reembolso de até 3,5%: são 2% ilimitados creditados instantaneamente e mais 1,5% para usuários que quitarem a fatura por meio de uma conta-corrente Fold com atividade qualificada. Adicionalmente, marcas parceiras concederão bônus de até 10% em estabelecimentos espalhados pelos Estados Unidos.
Cartão Visa da Fold dá 3,5% de cashback em Bitcoin
Como funcionam as recompensas
Segundo o presidente e CEO Will Reeves, “é bitcoin real, ganho automaticamente a cada compra”. Não há categorias rotativas, taxas extras ou requisitos de conversão: o valor em BTC é calculado e depositado diretamente na conta do cliente assim que a transação é confirmada.
Os números apresentados pela Fold indicam que, desde 2019 — quando a companhia migrou do modelo de vale-presente para o de recompensas em cripto —, já foram processados US$ 3,1 bilhões em pagamentos e distribuídos US$ 83 milhões em bitcoin. A base ativa supera 500 mil usuários.
Parcerias de peso
Entre os parceiros comerciais figuram Amazon, Starbucks e Airbnb, varejistas que já utilizam o ecossistema de recompensas da Fold. As ofertas específicas variam, mas podem atingir 10% de devolução sobre o valor gasto, acumulada ao percentual padrão do cartão.
Disputa entre gigantes de pagamentos
A Stripe, responsável pela infraestrutura de emissão, vem reforçando a presença em cripto desde 2022. O portfólio inclui a blockchain Tempo, incubada com a Paradigm, e acordos que permitem a lojistas da Shopify aceitar o stablecoin USDC via Coinbase. A empresa havia ingressado no universo bitcoin em 2014, mas recuou quatro anos depois, citando volatilidade, e voltou repaginada ao setor.
A Visa, emissora da bandeira usada pela Fold, também acelera nesse mercado. A multinacional reportou volume anualizado de US$ 1 bilhão em liquidação de stablecoins — quatro vezes mais que no início de 2023 — e mantém mais de 100 parcerias globais, incluindo Coinbase, Crypto.com e Circle.

Imagem: Abdulaziz Fathi
Reação do mercado
O anúncio provocou forte volatilidade nos papéis da Fold. As ações subiram 23% no pré-mercado, mas inverteram direção após a abertura de Nova York e, no meio da tarde, caíam cerca de 10%, valendo US$ 3,46. A empresa estreou na Nasdaq em julho de 2023, por listagem direta a US$ 8, e enfrenta o mesmo ambiente de fraqueza que afeta outras fintechs norte-americanas.
Fundada em 2014, a Fold pretende usar o novo cartão para ampliar a oferta de serviços bancários, de custódia, câmbio e débito, consolidando-se como ponte entre pagamentos tradicionais e ativos digitais.
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Este lançamento reforça a corrida por recompensas em ativos digitais e pode influenciar o ecossistema de pagamentos. Acompanhe o Diário de Finanças para não perder atualizações e aproveite para compartilhar a notícia.



