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Fundo de Florestas Tropicais recebe US$ 1 bi do Brasil é o compromisso anunciado nesta terça-feira (23) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova York, durante evento na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).
O aporte inicial coloca o país como primeiro investidor do The Tropical Forest Forever Facility (TFFF) e foi apresentado por Lula como convite direto para que outras nações façam “contribuições igualmente ambiciosas” antes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), programada para novembro de 2025, em Belém.
Fundo de Florestas Tropicais recebe US$ 1 bi do Brasil
Segundo o presidente, o TFFF foi formulado em parceria com o Banco Mundial após consultas a sociedade civil, povos indígenas e comunidades locais. O mecanismo funcionará como fundo misto: os dividendos gerados serão distribuídos anualmente aos investidores e aos países que mantiverem suas florestas em pé.
Como o TFFF vai operar
A proposta é que, até novembro, sejam reunidos US$ 25 bilhões em capital júnior proveniente de governos. Esse montante deverá atrair investimentos sêniores do setor privado, elevando a capacidade total para cerca de US$ 125 bilhões direcionados à conservação das florestas tropicais.
Com recursos dessa magnitude, a iniciativa pretende remunerar, em média, cada hectare de floresta preservada a cada ano. “Os países detentores de florestas tropicais terão instrumentos financeiros sólidos para proteger e manejar seus biomas no longo prazo”, explica Karen Oliveira, diretora de políticas públicas da The Nature Conservancy Brazil.
Impacto esperado para a Amazônia e outras regiões
Gustavo Souza, diretor de políticas públicas da Conservação Internacional (CI-Brasil), calcula que o TFFF pode injetar até US$ 2 bilhões anuais apenas na Amazônia. Atualmente, a região enfrenta déficit de financiamento estimado em US$ 7 bilhões por ano; nos últimos dez anos recebeu cerca de 10 % desse valor em doações internacionais, filantropia e capital privado.
A entrada do Brasil com US$ 1 bilhão é vista como passo decisivo para triplicar a verba anual destinada à conservação, reduzindo a pressão de modelos econômicos predatórios e reforçando o protagonismo das comunidades locais na gestão dos recursos naturais.

Imagem: Divulgação
Adesão internacional ao TFFF
Lançado pelo governo brasileiro em 2023, o fundo já conta com apoio de Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia. Entre os potenciais investidores destacam-se Alemanha, Emirados Árabes Unidos, França, Noruega e Reino Unido. Analistas apontam que o gesto brasileiro aumenta a probabilidade de novos aportes de países como China e Emirados Árabes, fortalecendo o anúncio definitivo do TFFF na COP30.
Para Lula, o mecanismo é “uma ferramenta para preservar a própria vida na Terra”, lembrando que as florestas tropicais regulam o clima, abrigam parte significativa da água doce do planeta e têm papel crucial na absorção de gás carbônico.
Com a iniciativa, o governo busca consolidar liderança ambiental e oferecer exemplo concreto para enfrentar a mudança do clima, reforçando que “não haverá solução possível sem o protagonismo de quem vive nas florestas”.
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Resumo: o Brasil assumiu protagonismo climático ao destinar US$ 1 bilhão ao Fundo de Florestas Tropicais para Sempre, instrumento que pretende captar até US$ 125 bilhões para conservação global. Continue acompanhando nossas publicações e compartilhe esta notícia para ampliar o debate sobre financiamento sustentável.



