Ibovespa fechou em alta de 0,91% nesta terça-feira (23), alcançando 146.425 pontos e superando, pela primeira vez, a marca dos 146 mil pontos, após atingir máxima intradiária de 147.178 pontos.
O movimento de valorização ocorreu em duas etapas: a primeira, logo pela manhã, após leitura considerada mais branda da ata do Comitê de Política Monetária (Copom); a segunda, no início da tarde, quando discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ONU e declarações de Donald Trump sobre o mandatário brasileiro reduziram o clima de tensão política entre Brasil e Estados Unidos.
Ibovespa supera 146 mil pontos com aceno entre Lula e Trump
Ata do Copom impulsiona primeira alta
Investidores interpretaram a ata do Copom como menos dura que o comunicado divulgado na semana passada, o que alimentou expectativas de continuidade no ciclo de cortes da Selic. Essa leitura estimulou a compra de ações logo na abertura do pregão, dando início à primeira pernada de alta do índice.
Discurso de Lula e aceno de Trump reforçam otimismo
Horas depois, Lula adotou tom moderado em seu pronunciamento na Assembleia-Geral da ONU. Em paralelo, Trump afirmou ter “excelente química” com o presidente brasileiro e revelou a intenção de se encontrar com ele na próxima semana. A sinalização de diálogo reduziu prêmios de risco locais e sustentou a segunda, e mais extensa, escalada do Ibovespa.
Ações de peso e volumes negociados
No fechamento, Banco do Brasil liderou ganhos entre as blue chips, avançando 2,88%. A Petrobras acompanhou o viés positivo do petróleo; as ações ON subiram 2,64% e as PN, 1,69%. Na direção oposta, Vale recuou 0,57% diante de realização de lucros.
O volume financeiro no Ibovespa somou R$ 15,4 bilhões, enquanto a B3 totalizou R$ 20,5 bilhões.

Imagem: Patricia Mteiro
Mercados externos recuam
Nos Estados Unidos, os principais índices encerraram em terreno negativo após oscilações ao longo do dia: Nasdaq caiu 0,95%, S&P 500 recuou 0,55% e Dow Jones perdeu 0,19%.
Com a combinação de expectativas monetárias mais brandas e alívio na frente diplomática, analistas avaliam que o índice brasileiro pode testar novas máximas, embora alertem para a volatilidade típica de cenários políticos em constante evolução.
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Em resumo, a quebra do recorde do Ibovespa reflete um dia em que política monetária e diplomacia caminharam na mesma direção, afastando riscos de curto prazo. Aproveite para seguir nossas atualizações e mantenha-se informado sobre os próximos desdobramentos do mercado.



