Chuva em São Paulo provocou ontem (25) a 13ª morte registrada nesta temporada de temporais no estado, aproximando o total de vítimas do verão passado, quando 18 pessoas perderam a vida em circunstâncias semelhantes.
De acordo com a Polícia Civil, um homem de 75 anos foi arrastado por uma enxurrada na Rua Piata, Vila Guilherme, zona norte da capital, enquanto tentava retirar o carro da via durante uma pancada de chuva. Ele foi levado pela correnteza, ficou preso a outro veículo e não resistiu. O caso foi registrado como morte acidental no 13º Distrito Policial, na Casa Verde.
Chuva em São Paulo já soma 13 mortes no estado
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura colocou a zona norte em estado de atenção às 15h35, cerca de 20 minutos antes do acidente. A tempestade avançou do interior, vinda da região de Campinas, e atingiu também zonas Leste e Norte da Região Metropolitana. Em Guarulhos, uma dezena de bairros ficou alagada; no bairro Taboão, um homem chegou a ser arrastado, mas conseguiu sobreviver.
Ventos fortes e risco de novos temporais
A estação meteorológica do aeroporto internacional de Guarulhos registrou rajadas de 60 km/h, enquanto na região de Santana os ventos alcançaram 50 km/h — o mesmo local onde ocorreu a fatalidade. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de perigo para chuvas intensas até a noite desta segunda-feira (26), com possibilidade de acumulados de até 100 mm e ventos de até 60 km/h.
O aviso vale para todo o litoral norte, faixa leste paulista e se estende até Ribeirão Preto, passando pelo sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul de Goiás. Regiões Norte, Centro-Oeste e partes do Nordeste e Sudeste permanecem em alerta moderado para o mesmo período.
Desabrigados e desalojados
Desde dezembro, a Defesa Civil estadual contabiliza 259 pessoas desabrigadas em São Paulo; 22 delas ainda não puderam voltar para casa. O número de desalojados chegou a 647. A morte desta semana é a quarta registrada na capital desde o início da estação chuvosa.
Comparativo com o verão anterior
No ciclo 2024-2025, 18 pessoas morreram em episódios similares. Com 13 óbitos já confirmados em 2025-2026, as autoridades temem que o balanço final se aproxime ou ultrapasse o total do ano passado, caso o padrão de tempestades se mantenha.
Especialistas reforçam recomendações à população: evitar áreas alagadas, não atravessar vias inundadas a pé ou de carro e buscar abrigo seguro diante de alertas meteorológicos.
Imagem: Divulgação
Para acompanhar atualizações sobre a situação climática e dicas de prevenção, a Defesa Civil disponibiliza o serviço de SMS gratuito; basta enviar o CEP para o número 40199.
O governo paulista informa que equipes permanecem mobilizadas para monitorar cursos d’água, desobstruir vias e prestar auxílio a famílias atingidas.
O cenário reforça a importância de medidas preventivas e de infraestrutura para conter alagamentos recorrentes na capital e em cidades vizinhas.
Quer entender como eventos climáticos extremos impactam a economia urbana? Confira a seção dedicada a análises em Economia e saiba mais.
Resumo: a temporada de chuva em São Paulo já deixou 13 mortos e centenas de pessoas fora de casa. Mantenha-se informado, siga as orientações da Defesa Civil e compartilhe este alerta com quem possa precisar.



