Conselho da Paz de Trump domina o debate diplomático após o ex-presidente dos Estados Unidos anunciar a criação de um órgão multilateral para conduzir a reconstrução de Gaza e convidar líderes como Luiz Inácio Lula da Silva a participar.
Formado por um painel executivo de sete membros e dois conselhos operacionais, o grupo pretende gerir investimentos, diplomacia e administração provisória no território palestino devastado pelo conflito.
Conselho da Paz de Trump gera polêmica ao definir Gaza
O anúncio, feito há sete horas pela Casa Branca, detalha a nomeação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio para o conselho executivo fundador, responsável pela estratégia global de reconstrução.
Composição dos conselhos executivos
Segundo o comunicado oficial, o Conselho da Paz está dividido em dois grandes núcleos:
- Founding Executive Board – órgão de alto nível focado em investimentos internacionais e diplomacia.
- Gaza Executive Board – instância que supervisionará o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, encarregado da governança temporária e da execução dos projetos de obras.
Quem foi convidado a integrar o Conselho
Donald Trump encaminhou convites formais para 13 chefes de Estado ou governo:
- Anthony Albanese (Austrália)
- Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil)
- Nikos Christodoulides (Chipre)
- Abdel Fattah al-Sisi (Egito)
- Ursula von der Leyen (Comissão Europeia)
- Kyriakos Mitsotakis (Grécia)
- Narendra Modi (Índia)
- Jafar Hassan (Jordânia)
- Asif Ali Zardari (Paquistão)
- Karol Nawrocki (Polônia)
- Vladimir Putin (Rússia)
- Recep Tayyip Erdoğan (Turquia)
- Keir Starmer (Reino Unido)
Quem já aceitou participar
Até o momento, seis líderes confirmaram presença:
- Edi Rama (Albânia)
- Javier Milei (Argentina)
- Viktor Orbán (Hungria)
- Kassym-Jomart Tokayev (Cazaquistão)
- Santiago Peña (Paraguai)
- Shavkat Mirziyoyev (Uzbequistão)
Exigências para adesão
Os governantes que aceitarem o convite devem apoiar publicamente a retirada dos Estados Unidos de 31 entidades da ONU, oficializada por Trump em 7 de janeiro de 2026, e comprometer recursos financeiros ou logísticos para a reconstrução de Gaza.
Funcionamento previsto
O plano estabelece que o Conselho Executivo de Gaza trabalhará lado a lado com um grupo de tecnocratas locais para restaurar infraestrutura, saúde e educação. O secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, compõem a linha de frente operacional.
Participação palestina e israelense
Até agora, não há representantes palestinos nem israelenses nos conselhos executivos, o que alimenta críticas de falta de legitimidade e risco de alienar a população local. A ONU estima que 80% dos edifícios de Gaza foram destruídos ou danificados, gerando 60 milhões de toneladas de escombros.
Imagem: Divulgação
Controvérsias e impacto na ONU
Analistas veem o Conselho da Paz de Trump como potencial rival dos mecanismos multilaterais tradicionais. A saída de Washington de agências da ONU e a criação de uma estrutura paralela são apontadas como fatores que podem reduzir o peso das Nações Unidas na resolução do conflito.
A nomeação de Tony Blair, criticado por seu papel na Guerra do Iraque, ampliou a polêmica. Organizações de direitos humanos questionam a imparcialidade do conselho e a ausência de vozes palestinas.
Enquanto alguns países avaliam o convite, o governo brasileiro não confirmou se Lula aceitará a vaga. O Palácio do Planalto informou que analisa as condições e aguarda detalhes sobre financiamento e atribuições.
Com a região enfrentando graves desafios humanitários, o sucesso do Conselho da Paz dependerá da capacidade de mobilizar recursos, incluir representantes locais e coordenar esforços com organismos internacionais já atuantes em Gaza.
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Este artigo resumiu a criação e as controvérsias do Conselho da Paz de Trump, que pretende liderar a reconstrução de Gaza. Continue acompanhando nossos conteúdos e fique informado sobre os próximos desdobramentos.



