Fraude no CPNU é a principal preocupação do governo federal durante a realização da primeira etapa do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), aplicada na tarde deste domingo (5) em todo o país.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, visitou um centro universitário em Brasília, na Asa Norte, onde mais de 7 000 participantes estão inscritos, e assegurou que “não deixaremos fraudadores no lugar de pessoas honestas”.
CPNU: ministra garante segurança reforçada contra fraudes
Segundo Dweck, a segurança do certame foi turbinada após a Polícia Federal (PF) desarticular, na quinta-feira (2), uma organização criminosa especializada em fraudes a concursos públicos. A operação contou com informações colhidas durante a primeira edição do CPNU, em 2023, e resultou no afastamento de três envolvidos e na investigação de outros três.
Operação integrada em tempo real
A ministra informou que todas as salas de prova possuem detectores de metais para identificar dispositivos eletrônicos. Além disso, uma Sala de Comando e Controle Integrado reúne duas pessoas de cada estado que mantêm comunicação direta com polícias militares e civis em todo o Brasil.
“Se ocorrer qualquer intercorrência, saberemos imediatamente e seguiremos o protocolo adequado”, declarou Dweck. O objetivo é impedir qualquer tentativa de fraude no CPNU, garantindo que apenas candidatos aprovados de forma legítima sejam nomeados.
Números da segunda edição do “Enem dos concursos”
• 760 000 inscritos, oriundos de 4 951 municípios;
• Provas aplicadas em 288 cidades;
• 3 652 vagas oferecidas em 32 órgãos federais, sendo 3 144 para nível superior e 508 para nível intermediário;
• 2 480 vagas são imediatas e 1 172 previstas para provimento no curto prazo.
A fase discursiva, segunda etapa do CPNU, está marcada para 7 de dezembro, restrita aos candidatos habilitados na prova objetiva aplicada neste domingo.

Imagem: Divulgação
Reforço permanente, mas sem novo certame em 2025
Dweck adiantou que, por ora, o governo federal não planeja lançar um terceiro CPNU em 2025. A prioridade em 2026 será nomear aprovados das edições anteriores. Mesmo assim, a ministra destacou que a estrutura de segurança montada servirá de referência para futuros processos seletivos federais.
A titular da pasta reforçou o compromisso do Executivo: “Quem fizer a prova de forma honesta poderá assumir seu cargo; quem tentar fraudar não passará”.
Para saber mais sobre medidas que impactam a administração pública e o mercado, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Em resumo, o governo ampliou a segurança, integrou as forças de fiscalização e manteve vigilância eletrônica para garantir transparência no CPNU. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro das próximas etapas do concurso.



