Crediário volta a crescer no Brasil em cenário de juros altos -

Crediário volta a crescer no Brasil em cenário de juros altos

Crediário volta a crescer no Brasil em cenário de juros altos. A modalidade de compras parceladas no carnê, antes eclipsada pelo cartão de crédito, recupera espaço no varejo nacional diante do aperto no orçamento das famílias e das taxas elevadas do rotativo.

No mais recente episódio do podcast JR 15 Minutos, o economista Alberto Ajzental, da Fundação Getulio Vargas (FGV), detalhou os motivos que impulsionam esse retorno, quem adere ao formato e em quais situações ele se mostra vantajoso.

Crediário volta a crescer no Brasil em cenário de juros altos

Segundo Ajzental, o ambiente de juros elevados encarece o financiamento tradicional no cartão. “Com o carnê, a loja assume parte do risco e consegue oferecer parcelas menores e mais previsíveis”, explicou o especialista.

Por que o crediário voltou a atrair consumidores?

O economista aponta três fatores principais:

  • Taxas do rotativo do cartão acima de 400% ao ano, inviabilizando compras de maior valor.
  • Instabilidade na renda, que leva o consumidor a priorizar prestações fixas e sem surpresa de reajuste.
  • Facilidade de aprovação nas próprias lojas, sem necessidade de limite de crédito bancário.

Quem está usando o carnê?

Dados comentados no programa mostram que o crediário tem ganhado força sobretudo entre consumidores de renda média e baixa, público que busca evitar o endividamento com juros variáveis. Pequenos comerciantes também recorrem ao modelo para atrair clientes e fidelizar compras recorrentes.

Quando o crediário realmente vale a pena?

Para Ajzental, a alternativa faz sentido quando as lojas oferecem juros inferiores aos do cartão e quando o consumidor avalia com clareza o custo total da compra. “É fundamental comparar CET, número de parcelas e multa por atraso”, reforçou.

Cartão de crédito x carnê: comparativo de custos

O episódio citou exemplo prático: uma televisão de R$ 3.000 pode sair 25% mais cara no rotativo após um atraso de 30 dias, enquanto no carnê, com juros negociados previamente, o aumento fica em torno de 10%. Essa diferença, segundo o economista, explica o movimento de migração.

Perspectivas para 2026

Embora o Banco Central sinalize redução gradual da Selic, Ajzental acredita que o crediário seguirá como opção relevante ao longo de 2026. “Mesmo com corte de juros, o orçamento de muitas famílias continuará pressionado, e o carnê oferece controle”, afirmou.

Cuidados antes de aderir à modalidade

O especialista recomenda:

  • Ler atentamente o contrato e verificar a taxa efetiva mensal.
  • Planejar as parcelas dentro de, no máximo, 30% da renda líquida.
  • Evitar acumular carnês diferentes para não comprometer o caixa.

O podcast pode ser ouvido na íntegra no portal da Record, com duração aproximada de 15 minutos. O episódio faz parte de uma série que analisa temas econômicos relevantes para o dia a dia do consumidor.

Para quem busca se organizar e avaliar alternativas de pagamento, o crediário ressurge como ferramenta de equilíbrio entre desejo de compra e capacidade de quitação em um momento de incerteza econômica.

Quer mais dicas sobre controle de gastos e modalidades de crédito? Visite nossa seção de análises econômicas em https://diariodefinancas.com/economia.

Em resumo, o crediário recupera importância ao oferecer previsibilidade e parcelamento acessível. Acompanhe nossas atualizações e fique por dentro das melhores estratégias para suas finanças pessoais.

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