Crise de liquidez no Banco Master exposta por Vorcaro à PF -

Crise de liquidez no Banco Master exposta por Vorcaro à PF

Crise de liquidez no Banco Master marcou o depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal, onde o controlador da instituição confirmou que a falta de caixa ganhou força após mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Segundo o banqueiro, a revisão do mecanismo de proteção, base de seu modelo de negócios, afetou diretamente a capacidade do Master de honrar resgates de investidores, obrigando a busca por fontes alternativas de captação.

Crise de liquidez no Banco Master exposta por Vorcaro à PF

Vorcaro relatou que, à medida que o banco crescia, a presença no FGC passou a ser questionada por concorrentes de maior porte, o que levou o regulador a alterar limites e procedimentos de garantia. Esse movimento, de acordo com ele, desencadeou o aperto de liquidez que culminou na liquidação da instituição pelo Banco Central, em novembro de 2026.

Desafios após mudanças no FGC

O executivo informou que a necessidade de cumprir pagamentos levou o Master a intensificar operações de crédito consignado, emitir cédulas de crédito bancário (CCBs) e contratar originadores terceirizados. Ainda assim, a pressão de resgates superou o volume captado, gerando desequilíbrio.

Pressão de grandes bancos e busca por parceiros

Em seu relato, Vorcaro mencionou duas ocasiões em que bancos de varejo pressionaram pela revisão do FGC. Paralelamente, tentou vender parte ou a totalidade do Master a concorrentes nacionais e investidores estrangeiros. As negociações incluíram tratativas com o Banco de Brasília (BRB), conduzidas sob supervisão do Departamento de Organização Financeira (Deorf) do Banco Central.

Aporte bilionário e reputação em xeque

Para sustentar o caixa, o controlador afirmou ter feito aportes que somam quase R$ 6 bilhões por meio da venda de ativos pessoais. Ele também disse à PF ter identificado uma campanha de boatos, supostamente patrocinada por rivais, que minou a confiança de depositantes e intensificou saques.

Reconhecido no mercado pelas taxas acima da média em seus Certificados de Depósito Bancário (CDBs), o Master dependia do FGC para atrair clientes de varejo. Com a liquidação, investidores com até R$ 250 mil seguem cobertos pelo fundo.

Por meio de nota, a defesa de Daniel Vorcaro lamentou a divulgação “fragmentada” do depoimento e reiterou a cooperação com as autoridades. “A análise completa afastará interpretações que não correspondem à realidade”, afirmou o comunicado.

Apesar dos aportes e das tentativas de venda, a combinação de mudança regulatória, corrida de resgates e deterioração da reputação acelerou o fim das operações do Banco Master, encerrando um ciclo marcado por expansão rápida e dependência do FGC.

Para acompanhar outras análises sobre o sistema financeiro e suas regulações, visite a seção Economia do Diário de Finanças.

Resumo: O depoimento de Daniel Vorcaro confirma que a crise de liquidez do Banco Master decorreu de alterações no FGC, pressão de rivais e perda de confiança dos investidores. Continue navegando no Diário de Finanças para se manter atualizado e entender como mudanças regulatórias impactam o mercado.

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