Defesa de Toffoli ganha novo capítulo após a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, publicar nesta sexta-feira, 13, uma nota em que acusa a existência de “narrativas” para desgastar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação, assinada pelos presidentes nacionais Ciro Nogueira (Progressistas) e Antonio Rueda (União Brasil), sustenta que injustiças prosperam “quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”.
Defesa de Toffoli: União Brasil e PP divulgam nota conjunta
A nota surge em meio à repercussão das menções a Toffoli encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro admitiu ter sociedade na empresa que vendeu participação em um resort ao cunhado de Vorcaro e, por isso, deixou a relatoria do caso, agora nas mãos do ministro André Mendonça.
De acordo com relatos de bastidores, Ciro Nogueira figurava entre as pessoas mais próximas de Vorcaro em Brasília. Segundo interlocutores, o ex-ministro foi consultado antes de o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, autorizar a proposta de compra do Master pelo BRB, operação estratégica para a pretensão de Ibaneis de disputar o Senado em 2026.
A influência política também envolve Rueda. Parlamentares o apontam como articulador de interesses do Master no Congresso. O União Brasil, presidido por ele, controla o RioPrevidência, fundo que aplicou cerca de R$ 1 bilhão no banco e virou alvo de operação da PF por suspeitas de alto risco e desvio de finalidade.
No Congresso, a chamada “Bancada do Master” resiste à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o banco. De acordo com apuração do Estadão, Rueda atuou nos bastidores para barrar a coleta de assinaturas, transmitindo a mensagem de que acompanhava o tema de perto.
Além dessa articulação, Ciro Nogueira apresentou emenda à PEC da autonomia financeira do Banco Central para elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), proposta vista por analistas como benéfica ao Master.
Imagem: Divulgação
Na nota, a Federação União Progressista classifica as acusações contra Toffoli como “caluniosas” e afirma que a Justiça se fortalece “quando há equilíbrio e respeito às instituições”. O texto conclui declarando “confiança na integridade do ministro Dias Toffoli” e defendendo que “a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”.
O movimento de solidariedade ganhou reforço do Solidariedade. Em comunicado, o presidente nacional do partido, deputado Paulinho da Força, disse que “manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos” e citou os “quase vinte anos de relevantes serviços prestados” por Toffoli. O parlamentar criticou o “linchamento moral de autoridades públicas” baseado em vazamentos seletivos e pré-julgamentos.
Com a crise do Banco Master no centro do debate, União Brasil, Progressistas e Solidariedade tentam conter o desgaste de um ministro do STF que, segundo eles, virou alvo de acusações sem comprovação robusta. Enquanto isso, a discussão sobre a instalação de uma CPI e o desfecho das investigações da PF seguem como próximos capítulos.
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Em resumo, partidos governistas e de centro se uniram na defesa pública de Dias Toffoli, criticando o que chamam de campanha de desgaste contra o ministro. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão os próximos passos dessa controvérsia.



