Delegada Layla Ayub presa: namorado é ligado ao PCC -

Delegada Layla Ayub presa: namorado é ligado ao PCC

Delegada Layla Ayub presa em 16 de janeiro de 2026 durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil e o Gaeco do Pará. A investigada, que foi empossada como delegada paulista em 19 de dezembro, é suspeita de integrar organização criminosa e de lavagem de capitais.

De acordo com a Polícia Civil, o namorado de Layla, Jardel Neto Pereira da Cruz, o “Dedel”, esteve na Academia de Polícia no dia da cerimônia de posse. Ele é apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Norte e também foi preso na mesma operação.

Delegada Layla Ayub presa: namorado é ligado ao PCC

Dedel vivia com a delegada em São Paulo enquanto cumpria liberdade condicional, período em que ela frequentava o curso de formação para a carreira. Investigadores afirmam não haver indício de que a facção criminosa tenha patrocinado a aprovação de Layla no concurso; a principal hipótese é de cooptação após contatos profissionais e, posteriormente, pelo relacionamento amoroso.

“Não parece que ela foi recrutada para se tornar delegada do PCC. Foi uma ação individual”, declarou o promotor Carlos Gaya, do Gaeco. Apesar da ausência de prova sobre financiamento da facção, o MP-SP apura se a investigada utilizou o cargo para favorecer o grupo.

Investigações e acusações

Layla Ayub está em prisão temporária por 30 dias, prorrogável por igual período. As suspeitas incluem participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e possível violação de dever funcional. O Gaeco pretende identificar todos os ex-clientes da advogada para mapear conexões. “O companheiro também é cliente dela”, afirmou o promotor Luiz Fernando Bugiga.

Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e em Marabá (PA). Documentos, celulares e computadores foram recolhidos para perícia.

Atuação como advogada após posse

Mesmo já empossada como delegada, Layla teria participado de audiência de custódia no Pará como advogada de quatro presos por tráfico de drogas e associação criminosa. O Estatuto da Advocacia proíbe ocupantes de cargos públicos de exercerem a advocacia, ainda que em causa própria, configurando possível infração disciplinar.

A audiência ocorreu após 19 de dezembro, data em que ela tomou posse junto a 523 colegas, em cerimônia que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Procedimentos internos da Polícia Civil

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, declarou que Layla não apresentava condutas anteriores “que a desabonassem”. Já o delegado Nico Gonçalves explicou que os aprovados no concurso permanecem em estágio probatório por três anos, período no qual podem ser investigados e, se necessário, desligados.

Segundo a Corregedoria-Geral, “mecanismos internos de controle” sinalizaram irregularidades na conduta da servidora, o que levou à instauração do procedimento que culminou na Operação Serpens.

Trajetória profissional

Antes de ingressar na Polícia Civil paulista, Layla atuou como policial no Espírito Santo e como consultora jurídica no Pará. Nas redes sociais, ela se apresentava como ex-advogada criminalista. A defesa da investigada ainda não se manifestou.

O caso permanece em apuração, e novos desdobramentos podem ocorrer conforme análise do material apreendido e avanço dos depoimentos.

Para acompanhar mais conteúdos sobre ações do poder público e investigações, acesse a seção Governamental do Diário de Finanças.

Em resumo, a prisão de Layla Ayub e de seu namorado associado ao PCC lança luz sobre possíveis infiltrações criminosas no serviço público. Continue nos acompanhando para receber atualizações e entender o impacto dessas investigações na segurança pública.

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