Desemprego cai para 5,6% e atinge menor nível desde 2012, informa IBGE -

Desemprego cai para 5,6% e atinge menor nível desde 2012, informa IBGE

Rio de Janeiro – A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,6% no trimestre móvel encerrado em julho, informou nesta terça-feira (—/09/2025) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor de toda a série histórica iniciada em 2012 e fica abaixo dos 5,8% observados no trimestre anterior.

O levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) aponta que o país somava 6,118 milhões de pessoas desocupadas, menor contingente desde o último trimestre de 2013. Em sentido oposto, o número de pessoas ocupadas alcançou o recorde de 102,4 milhões.

Carteira assinada bate recorde

De acordo com o instituto, 39,1 milhões de trabalhadores possuíam carteira assinada no setor privado, novo recorde da série. Com esses números, o nível de ocupação – proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – manteve-se em 58,8%, também o maior já registrado.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, avalia que “o mercado se mostra aquecido e em expansão”, destacando que a redução da desocupação está sendo acompanhada pela entrada efetiva de pessoas na força de trabalho, e não pelo aumento do desalento.

Setores que mais geraram vagas

Entre maio e julho, três grupamentos concentraram o crescimento da ocupação:

  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: +206 mil postos;
  • Informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: +260 mil postos;
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +522 mil postos.

Informalidade em queda

A taxa de informalidade recuou para 37,8%, ante 38% no trimestre anterior, a segunda menor da série. Mesmo assim, a população sem vínculo formal somou 38,8 milhões de trabalhadores. Segundo o IBGE, essa variação não teve significância estatística.

Rendimentos

O rendimento médio real ficou em R$ 3.484, valor recorde para o trimestre, mas ligeiramente inferior ao observado nos três meses encerrados em junho (R$ 3.486). Já a massa de rendimentos atingiu R$ 352,3 bilhões, alta de 2,5% frente ao segundo trimestre.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

A PNAD Contínua visitou 211 mil domicílios em todo o país, investigando a população com 14 anos ou mais. Só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura trabalho.

Para mais detalhes sobre indicadores econômicos e oportunidades profissionais, leia também a seção de Economia do Diário de Finanças.

Resumo: A taxa de desemprego caiu para 5,6%, menor nível em 13 anos, com recordes de ocupação e carteira assinada. Renda média permanece em alta, e a informalidade recua. Acompanhe nossos conteúdos e fique por dentro das próximas divulgações do mercado de trabalho.

Com informações de Agência Brasil

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