Dólar à vista recua quase 1% após decisão nos EUA -

Dólar à vista recua quase 1% após decisão nos EUA

Dólar à vista abriu a sexta-feira (20) em queda e manteve o ritmo ao longo do dia, encerrando a sessão com recuo de 0,98%, cotado a R$ 5,1758, o menor patamar desde 28 de maio de 2024.

O movimento refletiu ajustes de posição no mercado e, principalmente, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou tarifas comerciais impostas pelo então presidente Donald Trump.

Dólar à vista recua quase 1% após decisão nos EUA

Logo após a divulgação do veredicto, a moeda americana acelerou a desvalorização frente ao real. Mais tarde, quando Trump sinalizou a intenção de substituir as antigas taxas por um imposto global de 10%, uma nova onda de vendas reforçou o enfraquecimento do dólar, beneficiando divisas de mercados emergentes e ligadas a commodities.

Real lidera ganhos entre emergentes

Nesse ambiente, o real foi a segunda moeda que mais se valorizou no dia entre as 33 mais líquidas acompanhadas pelo Valor, ficando atrás apenas do peso argentino. A cotação do dólar oscilou entre a máxima de R$ 5,2229 e a mínima de R$ 5,1738.

Na comparação semanal, a queda acumulada foi de 1,02%. O euro comercial também perdeu força: recuou 0,86% na sessão, sendo negociado a R$ 6,0970, resultado que ampliou a perda semanal da divisa europeia para 1,73%.

Índice DXY também cede no exterior

Por volta das 17h10, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos — registrava baixa de 0,12%, aos 97,803 pontos. A fraqueza global do dólar ajudou a intensificar a valorização de moedas emergentes, inclusive o real.

Analistas observam que a retirada das tarifas abre espaço para maior fluxo comercial, alimentando o apetite por risco em praças internacionais. Já a possível adoção de um imposto global de 10% ainda gera incertezas, mas, no curto prazo, o efeito predominante foi de alívio nos mercados.

Para a próxima semana, investidores devem monitorar a efetivação de eventuais novas medidas comerciais pelos Estados Unidos e indicadores de inflação no Brasil, fatores que podem redefinir as expectativas para o câmbio.

Embora o dólar tenha rompido o piso de R$ 5,18, operadores apontam que a volatilidade permanece elevada, em meio às discussões fiscais domésticas e à trajetória dos juros norte-americanos.

Em resumo, a decisão da Suprema Corte dos EUA atuou como gatilho para a queda de quase 1% no dólar à vista, levando a moeda a testar níveis que não eram vistos desde o fim de maio e reforçando o bom desempenho do real diante de seus pares.

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