Dólar em queda fecha a R$ 5,42 no 1º pregão de 2026 -

Dólar em queda fecha a R$ 5,42 no 1º pregão de 2026

Dólar em queda marcou o primeiro pregão de 2026 na B3, refletindo a diminuição dos prêmios de risco atribuídos ao Brasil e um movimento de correção após o estresse político de dezembro.

Ao fim do dia, a moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 5,4238, recuo de 1,18%, após tocar a mínima de R$ 5,4160. Trata-se do menor valor de fechamento desde 15 de dezembro, quando registrou R$ 5,4228. O euro acompanhou o movimento, caindo 1,40% para R$ 6,3580, enquanto o índice DXY avançou 0,17%, a 98,490 pontos.

Dólar em queda fecha a R$ 5,42 no 1º pregão de 2026

Segundo operadores, a liquidez reduzida típica do período de festas favoreceu o ajuste do câmbio. Além disso, outras divisas de países exportadores de commodities também se valorizaram, embora em menor intensidade, o que reforçou a trajetória de apreciação do real.

Análise de especialistas sustenta correção cambial

Para José Faria Júnior, sócio e diretor da Wagner Investimentos, o real vinha “atrasado” em relação a moedas de Austrália, China, Chile, Colômbia e México, que se fortaleceram frente ao dólar ao longo de 2025. “O fluxo de saída no fim do ano alterou a dinâmica, mas agora vemos uma correção”, avaliou.

Cristiane Quartaroli, economista-chefe do OuriBank, destacou o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos como fator de atração de capital estrangeiro. A expectativa de manutenção da Selic em 15% na primeira reunião do Banco Central, disse ela, “continua oferecendo prêmio elevado, o que alivia o câmbio”.

Possibilidade de corte na Selic entra no radar

Faria Júnior ponderou que um eventual arrefecimento da inflação nos EUA e a continuidade da queda do dólar para níveis abaixo de R$ 5,40 podem abrir espaço para corte de 0,25 ponto percentual na Selic já em janeiro. “Se a moeda ceder, não descarto essa possibilidade”, afirmou.

Historicamente, o início do ano costuma registrar entrada de recursos no país, fator que, somado à menor temperatura no noticiário político até a definição das candidaturas presidenciais entre março e abril, tende a sustentar o fortalecimento do real no curto prazo.

No exterior, a melhora do apetite ao risco colaborou para o desempenho das moedas emergentes, mas o real liderou os ganhos, reduzindo parte das perdas acumuladas no último trimestre de 2025.

Analistas monitoram agora a divulgação de indicadores de inflação nos Estados Unidos e a próxima decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil como vetores capazes de ajustar ainda mais a trajetória do câmbio nas próximas semanas.

Em resumo, o primeiro pregão do ano sinalizou retomada da confiança no mercado brasileiro, com o dólar em queda e perspectivas de estabilização política e monetária que poderão influenciar as próximas cotações.

Quer se aprofundar em temas que impactam direto o seu bolso? Acesse a seção de Economia do Diário de Finanças e acompanhe análises diárias sobre câmbio, juros e investimentos.

Fique de olho nas próximas movimentações e acompanhe nossas atualizações para saber como a variação do dólar pode afetar suas decisões financeiras.

Scroll to Top