Eleição presidencial no Chile tem alta participação -

Eleição presidencial no Chile tem alta participação

Eleição presidencial no Chile tem alta participação é o tema que marca este domingo, 16 de novembro, quando 15,8 milhões de eleitores registrados começaram a definir quem comandará o país andino pelos próximos quatro anos.

As seções eleitorais abriram às 8h, no horário local, e devem fechar às 18h, salvo casos de filas. Desde as primeiras horas, o fluxo de votantes aumentou progressivamente, indicando comparecimento expressivo, o primeiro sob o retorno do voto obrigatório desde 2012.

Eleição presidencial no Chile tem alta participação

O presidente Gabriel Boric votou logo cedo em Punta Arenas, no extremo sul. Ao lado da filha, Violeta, ele destacou a importância de “unir diferenças na busca de um futuro comum”.

Disputa sem favorito absoluto

O pleito reúne oito candidatos. Pesquisas divulgadas até o início do mês — limite permitido pela legislação eleitoral — apontavam o conservador José Antonio Kast à frente, porém sem maioria suficiente para evitar novo turno em 14 de dezembro.

Do lado governista, a centro-esquerda se unificou em torno da comunista Jeannette Jara, estratégia que facilita sua passagem à próxima etapa. Mesmo assim, levantamentos indicam desvantagem de Jara frente a qualquer postulante de direita em eventual segundo turno.

Pontos-chave da campanha

Questões de segurança pública e imigração ilegal dominaram os debates, impulsionados pelo avanço do crime organizado. Alguns concorrentes associaram o aumento da violência à atuação do grupo venezuelano Tren de Aragua.

Apesar de o Chile ser o maior produtor global de cobre e o segundo de lítio, propostas para o setor mineroenergético foram tímidas durante a corrida presidencial.

Renovação parcial do Congresso

Além da eleição presidencial, os chilenos escolhem novos representantes para parte do Congresso Nacional. São 29 senadores e 89 deputados em disputa, número capaz de alterar o equilíbrio de forças necessário para aprovar reformas constitucionais, que exigem apoio de quatro sétimos dos parlamentares.

Voto obrigatório e abstenções

Com a volta da obrigatoriedade, quem não comparecer poderá ser multado, regra que exclui estrangeiros. Mesmo assim, eleitores de outras nacionalidades representam apenas 5% do cadastro. Na última disputa, em 2021, a abstenção alcançou 53%.

Próximos passos

A apuração oficial deve começar logo após o encerramento das urnas. Caso nenhum candidato alcance 50% mais um dos votos válidos, os dois mais votados retornarão às urnas em 14 de dezembro para definir o próximo chefe de Estado chileno.

Resultados preliminares são aguardados ainda na noite deste domingo, mas os números finais devem ser confirmados pelo Serviço Eleitoral (Servel) nos próximos dias.

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Em resumo, a eleição presidencial no Chile mobiliza o eleitorado com alta participação, retorno do voto obrigatório e cenário de segundo turno praticamente certo. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta notícia!

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