O aumento da presença de investidores e profissionais estrangeiros no futebol brasileiro tem gerado transformações profundas na gestão dos clubes. A avaliação é de Eduardo Dias, CEO da consultoria Footure, que participou da edição de domingo (17) do programa CNN Esportes S/A.
Segundo Dias, a principal contribuição desses novos agentes é a “diversidade de pensamento” levada a um mercado tradicionalmente fechado. “Diversidade de pensamento é ouro nessa indústria tão conservadora”, afirmou o executivo, destacando que modelos de gestão internacionais vêm mudando processos de scouting, formação de elenco e estratégias de negócio.
Grupos globais ampliam influência
O dirigente citou conglomerados como Grupo City e Red Bull, que já controlam equipes no país, como exemplos de quem adota práticas distintas de operação. Para ele, a chegada dessas organizações representa a abertura de um mercado historicamente resistente a mudanças. “O Brasil, economicamente, é um país fechado, e o futebol sempre refletiu isso”, observou.
Investidores dos Estados Unidos ganham espaço
Dias também chamou atenção para o interesse crescente de fundos norte-americanos. O especialista vê nessa movimentação a junção “da maior indústria de esportes do mundo com o maior esporte do mundo”. Embora admita que o objetivo seja retorno financeiro, o CEO ressalta que, para obter lucro, esses investidores precisam modernizar estruturas, comprar barato e vender caro – dinâmica que, segundo ele, ainda é pouco comum no país.
Case Botafogo
O Botafogo foi apontado como caso emblemático dessa nova fase. Dias destacou que o clube carioca aliou contratações com perfil físico específico a um robusto departamento de dados. “Eles também contrataram os melhores analistas. Construíram um departamento de dados e identificaram quem são os melhores cientistas de dados do futebol do Brasil”, explicou.
Para o executivo, esse tipo de estruturação, pouco visível ao torcedor, é fundamental para sustentar resultados dentro e fora de campo. “O que o torcedor vê é a contratação do jogador, mas há uma estruturação maior por trás”, comentou.

Imagem: cnnbrasil.com.br
A entrevista marcou a 104ª edição do CNN Esportes S/A, apresentado por João Vitor Xavier, que discute semanalmente os bastidores econômicos de uma das indústrias mais lucrativas do mundo.
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Com informações de CNN Brasil



