ETF ativo no Japão: SBI e AllianceBernstein lançam fundo marca a chegada da primeira gestora japonesa dedicada a fundos negociados em bolsa com gestão ativa, iniciativa que promete ampliar as opções ao investidor de varejo.
A japonesa SBI Holdings uniu forças com a americana AllianceBernstein para criar, ainda em 2024, uma joint venture que deterá 51% de participação da SBI. O movimento mira o lançamento do primeiro ETF ativo do país na Bolsa de Valores de Tóquio (TSE) durante a primavera do hemisfério norte de 2025.
ETF ativo no Japão: SBI e AllianceBernstein lançam fundo
Segundo o plano divulgado ao Nikkei Asia, o ETF inicial será desenvolvido pela AllianceBernstein nos Estados Unidos, concentrando investimentos em ações norte-americanas de tecnologia, energia e saúde que pagam altos dividendos. Já no verão do hemisfério norte, a nova gestora pretende estruturar um segundo fundo com ações japonesas dos setores de mídia, telecomunicações e tecnologia avançada, abrindo caminho, inclusive, para listagem posterior em território norte-americano.
Novo modelo de investimento
A TSE autorizou a listagem de ETFs ativos apenas em 2023, após anos permitindo somente produtos indexados. Desde então, apenas 21 fundos desse tipo chegaram ao mercado local, somando cerca de ¥ 85 bilhões em ativos sob gestão — menos de 1% do volume total dos fundos de investimento públicos no Japão.
Com essa escassez de oferta, a joint venture enxerga espaço para crescimento acelerado. O objetivo é atingir ¥ 1 trilhão (cerca de US$ 6,3 bilhões) em ativos sob gestão nos próximos três anos, volume mais de dez vezes superior ao atual mercado japonês de ETFs ativos.
Planos de expansão e metas
Além do lançamento doméstico, a parceria planeja listar seus produtos nos Estados Unidos, aproveitando a reputação da AllianceBernstein em gestão ativa. A expectativa é oferecer aos investidores retornos superiores, mesmo cobrando taxas de administração acima dos populares ETFs indexados, como o eMAXIS Slim All Country, da Mitsubishi UFJ Asset Management.
A SBI Holdings destaca que a estratégia faz parte de um esforço maior para diversificar o portfólio disponível aos pequenos investidores japoneses, historicamente concentrados em opções de baixo custo e perfil passivo. “Queremos ampliar o cardápio de produtos e criar valor de longo prazo”, afirmou a empresa em comunicado.

Imagem: Kiyoshi Ota
Contexto do mercado internacional
Nos Estados Unidos, a demanda por ETFs ativos ganhou tração e, em 2023, o número desses fundos superou o de equivalentes indexados. Esse movimento inspira gestoras globais a replicar o modelo em outros mercados, onde a presença de produtos passivos ainda é dominante.
A parceria entre SBI e AllianceBernstein reforça a tendência de internacionalização de gestoras japonesas e atende à busca por alternativas que conciliem estratégia ativa e liquidez típica de ETFs. Caso as metas se confirmem, o mercado local pode testemunhar um salto expressivo no volume de ativos geridos sob modelos de gestão ativa.
Com o cronograma traçado e apoio regulatório, o lançamento do ETF ativo no Japão representa um marco para a indústria de fundos do país, que passa a competir de forma mais direta com mercados desenvolvidos.
Para continuar acompanhando as movimentações do setor e outras notícias da economia, visite a seção Economia do Diário de Finanças.
Em resumo, a união de SBI Holdings e AllianceBernstein abre caminho para a estreia de ETFs ativos na TSE, oferecendo nova alternativa de investimento a quem busca desempenho superior. Fique de olho nas atualizações e explore nosso site para mais análises e oportunidades!



