Futebol feminino no Brasil continua à frente no cenário sul-americano, mas a distância para as demais ligas do continente encolheu, avaliou a goleira colombiana Katherine Tapia, do Palmeiras, após a conquista do Campeonato Paulista de 2025.
A jogadora, eleita melhor goleira do estadual, falou ao ge durante cerimônia de premiação realizada nesta semana e destacou que o investimento feito em países como Argentina e Colômbia vem nivelando a competição na região.
Futebol feminino no Brasil reduz vantagem sobre vizinhos
“O Brasil mostra uma evolução muito grande, mas a diferença está menor com os recursos que outras ligas recebem”, resumiu Tapia. O comentário ganha força diante do recente recorde de público na Argentina: mais de 26 mil torcedores acompanharam a final em que o Belgrano superou o Racing para conquistar seu primeiro título nacional.
Investimento impulsiona crescimento sul-americano
Segundo Tapia, o intercâmbio de atletas estrangeiras nas principais equipes brasileiras contribui para acelerar esse processo. Atualmente, o Palmeiras conta com cinco jogadoras de fora do país — Ana Guzmán, Joselyn Espinales, Yoreli Rincón, Greicy Landazury e a própria Tapia —, que levam de volta às seleções e aos clubes locais a experiência adquirida em solo brasileiro.
“Quando retornamos, compartilhamos como o Brasil investe e se estrutura. Isso ajuda Colômbia, Argentina e outras ligas a evoluírem”, ressaltou a goleira, que permaneceu no elenco alviverde para 2026 após o título paulista sobre o Corinthians, vencido por 5 a 2 no placar agregado.
Reconhecimento individual no Paulistão Feminino
O prêmio de melhor goleira do Campeonato Paulista de 2025 coroa a campanha da colombiana, decisiva em jogos eliminatórios. O reconhecimento também sinaliza a força do elenco palmeirense, que terminou a temporada com taças estaduais e bom desempenho nacional.
Público em ascensão acelera mudanças
Além dos investimentos diretos nos clubes, a presença crescente de torcedores nos estádios sul-americanos reforça o momento positivo da modalidade. A final argentina superou marcas recentes no continente e foi citada por Tapia como exemplo de engajamento. “Quanto mais gente acompanha, maior é a pressão por estruturas melhores”, disse.
Panorama regional
• Brasil: Liga consolidada, com calendário nacional e estaduais fortes.
• Argentina: Crescimento de público e novo campeão nacional.
• Colômbia: Clubes ampliam orçamento e atraem atletas retornando do exterior.
• Demais países: Projetos de liga profissional avançam, impulsionados por patrocinadores.

Imagem: Divulgação
Desafios e perspectivas
Apesar do avanço, Tapia reconhece que persistem diferenças, sobretudo em infraestrutura e calendário regular. Para 2026, ela aposta em disputas mais equilibradas em competições continentais, como a Libertadores Feminina, e em maior exportação de atletas para centros europeus.
No curto prazo, o Palmeiras planeja manter a base campeã paulista e integrar jovens da base, enquanto observa o mercado sul-americano de olho em reforços.
Tapia encerrou a entrevista reforçando a necessidade de continuidade: “Investimento constante é o caminho para todos. A competição cresce e quem ganha é o futebol feminino”.
Para entender como recursos financeiros impactam o desempenho de clubes e atletas, confira nosso conteúdo especial sobre gestão esportiva na categoria de Economia.
Em resumo, a análise de Katherine Tapia confirma que o futebol feminino no Brasil segue líder, mas o cenário sul-americano está mais competitivo. Acompanhe as próximas atualizações e fique por dentro de todas as movimentações do esporte feminino.



