Gilmar Mendes defende Toffoli em polêmica do Banco Master logo após a divulgação de críticas que apontam possível conflito de interesse na atuação do ministro Dias Toffoli no processo referente ao Banco Master.
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiu às suspeitas que ganharam repercussão na última semana e reforçou a confiança no colega. Mendes classificou as acusações como “infundadas” e destacou que decisões monocráticas são parte do trâmite regular da Corte.
Gilmar Mendes defende Toffoli em polêmica do Banco Master
As críticas surgiram depois de reportagem apontar que Toffoli teria mantido relação próxima com representantes do banco enquanto analisava pedidos da instituição. Integrantes do STF foram cobrados por entidades civis e políticos a se posicionar sobre eventual conflito de interesse.
Bastidores no STF e reação de Fachin
Em entrevista exclusiva ao Estadão, publicada nesta segunda-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, evitou avaliar condutas individuais de ministros. Sem mencionar nomes, ele afirmou que cada integrante da Corte é responsável por seus próprios atos e reiterou que o tribunal dispõe de instrumentos para revisão interna.
Fachin também voltou a defender a criação de um código de ética para as Cortes superiores. De acordo com o presidente do STF, o debate ganhou força justamente após as suspeitas envolvendo Toffoli. “Ou a Corte se autolimita, ou poderá haver limitação de um poder externo”, observou.
Código de ética divide ministros
Segundo Fachin, existe maioria favorável à adoção de regras de conduta mais claras, embora parte dos ministros ainda demonstre resistência. Ele avalia que a implementação de um código de ética pode fortalecer a transparência e reforçar a confiança pública no Judiciário.
Gilmar Mendes, por sua vez, minimizou a necessidade de novas normas, defendendo que o regimento interno já prevê mecanismos de controle. Ainda assim, admitiu que a discussão é legítima e pode avançar nas próximas sessões administrativas do tribunal.
Imagem: Vanessa Araujo e Lavínia Kaucz
Próximos passos
A expectativa no STF é de que o tema entre na pauta de deliberação do plenário administrativo ainda neste semestre. Fachin vem consultando colegas para estruturar uma proposta que contemple regras de transparência, declaração de impedimentos e definição de prazos para divulgação de agendas.
Até lá, Mendes seguirá articulando apoio público a Toffoli, na tentativa de conter a escalada das críticas e preservar a imagem da Corte. Nos bastidores, ministros avaliam que o caso do Banco Master tornou inevitável um debate mais amplo sobre governança e integridade no Supremo.
Enquanto o STF decide os rumos do código de conduta, a sociedade acompanha atentamente os desdobramentos do caso, que pode redefinir critérios de transparência no Judiciário brasileiro.
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Em resumo, Gilmar Mendes saiu em defesa de Dias Toffoli no episódio relacionado ao Banco Master, enquanto Edson Fachin pressiona por um código de ética no STF. Continue acompanhando nossas publicações e receba alertas para não perder as próximas atualizações.



