Guerra Israel e Hamas: historiador prevê fim definitivo -

Guerra Israel e Hamas: historiador prevê fim definitivo

Guerra Israel e Hamas: historiador prevê fim definitivo. A avaliação é do historiador João Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e assessor do Instituto Brasil-Israel, que afirmou no podcast “O Assunto” desta sexta-feira (10) ser “muito pouco provável” que o conflito volte após o cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo Hamas.

Segundo Miragaya, os termos aceitos pelo Hamas — especialmente a libertação de reféns — indicam garantias sólidas de que Israel não retomará ataques na Faixa de Gaza, cenário que reduz drasticamente a possibilidade de um novo embate.

Guerra Israel e Hamas: historiador prevê fim definitivo

Garantias internacionais selam a trégua

O historiador destacou que Estados Unidos e Catar ofereceram garantias explícitas ao Hamas de que as Forças de Defesa de Israel não voltarão a atacar Gaza após a entrada em vigor do cessar-fogo. “Diversas fontes confirmaram essas garantias, o que deu confiança ao grupo para abrir mão de sua principal carta, os reféns israelenses”, explicou.

Para Miragaya, Washington também tem motivos estratégicos para sustentar o acordo. “Romper a palavra agora significaria trair aliados no mundo árabe-islâmico, como Catar, Turquia e Egito, que exigiram dos EUA compromisso formal”, afirmou.

Cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira

O Exército israelense confirmou que a trégua começou às 6h (horário de Brasília) desta sexta-feira (10). Desde então, tropas do país recuaram para posições que agora abrangem 53 % do território gazista — antes da pausa os militares ocupavam 75 %. Um porta-voz pediu que os palestinos evitem as áreas ainda controladas por Israel “para garantir o cumprimento do acordo e a segurança de todos”.

Vídeos obtidos por agências internacionais mostraram milhares de palestinos deslocados retornando a pé pelas estradas costeiras em direção a suas casas. Colunas de fumaça ainda podiam ser vistas sobre Gaza, mas o governo israelense não se pronunciou sobre essas ocorrências até a última atualização.

Pontos centrais do plano de paz

Apresentado no fim de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o plano foi negociado com mediação de Egito, Catar e Turquia. Entre os principais tópicos estão:

  • Reféns: O Hamas ainda mantém 48 dos 251 sequestrados nos ataques de 2023. A proposta estipula prazo de 72 horas para a libertação total, vivos ou mortos. Israel estima que apenas 20 reféns continuem com vida.
  • Prisioneiros palestinos: Israel deve libertar quase 2 mil detentos, incluindo condenados à prisão perpétua.
  • Recuo militar: As forças israelenses reduzem inicialmente a ocupação de 75 % para 57 % de Gaza, com retirada gradual prevista em etapas posteriores.
  • Fim dos bombardeios: Cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, com continuidade apenas em resposta a “ameaças imediatas”, segundo o Exército.

Geopolítica sustenta o clima de otimismo

Miragaya lembra que, além das garantias externas, existe pressão regional para evitar nova escalada. “Seria um alto custo político aos EUA permitir que Israel retome bombardeios e, assim, prejudique laços com nações que mediaram o acordo”, avaliou.

Diante desse contexto, o historiador diz acreditar que as partes envolvidas têm “todos os indicativos para ser otimistas” sobre a manutenção da paz. Ainda assim, ele ressalva que detalhes da transição de governo em Gaza e a entrega definitiva das armas pelo Hamas seguem em negociação.

Próximos passos

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ratificou o pacto na noite de quinta-feira (9). O cronômetro para libertação dos reféns começou a contar com o início da trégua, às 6h de sexta. Trump, convidado pelo Parlamento israelense, planeja viajar a Israel nos próximos dias e não descarta visitar Gaza.

Embora pontos sensíveis tenham sido resolvidos, a Casa Branca informou que esta é apenas a “primeira fase” do plano. Assim, novas rodadas de discussão podem ocorrer para tratar, por exemplo, da desmilitarização completa do Hamas e do futuro governo local.

Até o momento, nenhuma das partes sinalizou intenção de abandonar o pacto, reforçando a percepção do historiador: a guerra entre Israel e Hamas caminha para um desfecho definitivo.

Com o cessar-fogo em vigor, a libertação de reféns em andamento e forte pressão internacional, especialistas consideram remota a chance de retomada dos combates — cenário que pode inaugurar um novo capítulo na história do Oriente Médio.

Quer entender como conflitos afetam mercados globais? Veja nossa análise em Economia e acompanhe os impactos financeiros de grandes eventos internacionais.

Este resumo destacou os principais pontos do acordo entre Israel e Hamas e a avaliação de que a guerra dificilmente será retomada. Para seguir bem informado, explore outras matérias e assine nossas atualizações.

Scroll to Top